MORAR NO INTERIOR DE PORTUGAL

Já faz mais de três décadas que busco morar em cidades pequenas, morei na Armação do Búzios (por volta de 15.000 habitantes na década de 90), no estado do Rio de Janeiro, Brasil, em Saint Tropez (5.400 habitantes hoje) na França, Pirenópolis (16.000 habitantes em 2.000) , no Goiás, também Brasil e agora busco uma cidade na serra gaúcha na região de Canela ou São Francisco de Paula.

As vantagens de morar no interior, numa cidade pequena, estão a qualidade de vida, a segurança,  a vida mais tranquila, sem estresse e com um custo de vida mais baixo. Poder se deslocar a pé ou de bicicleta, respirar um ar puro, ter uma alimentação mais saudável com produtos comprados diretos dos produtores. 

Com a minha nacionalidade portuguesa, pretendo viver na terra de Camões, e buscar uma linda aldeia num comcelho bem no interior em uma das cinco regiões de Portugal.

Diferente da Pátria Amada Brasil, com a típica indiferença dos governos a interiorização da população brasileira, Portugal sensível a importância de um interior forte cria vários incentivos para morarmos no interior. Tem apoio de formação técnica e administrativa para novos negócios e financeiro para os moradores do interior, podendo chegar a quase € 5.000,00. Ainda maior para cidadãos portugueses que residam no exterior e que queiram retornar ao país, para morar no interior com a família. Estes programas de incentivos visam ativar a mobilidade e o emprego no interior de Portugal, em regiões pouco povoadas.  

O ideal para mim seria morar 6 meses em Portugal, no Alentejo e 6 meses no Brasil na Serra Gaúcha. Como estou construindo uma nova vida e agora também com uma nova família, sem dúvida, bem acompanhado sempre será mais fácil viver os prazeres e as dificuldades em novas terras.

Fontes e Imagens: Carlos Pojo Rego

O LIVRO DO MÊS DE AGOSTO: A APANHADOR DO CAMPO DE CENTEIO

Foto de Carlos Pojo Rego

Foi um livro que li a uns 20 anos atrás e resolvi relê-lo. Um dos romances mais revolucionários e importantes do século XX. Está na minha lista dos livros que mais me marcaram. Trata-se do “O Apanhador no Campo de Centeio” (Amazon – R$ 38,70 | Amazon – € 6,99) de J. D. Salinger, escritor norte americano que nasceu em 1919, em Nova York.

O jovem “herói” Holden Caulfield é expulso de mais uma escola. Toma o trem para Nova York, sempre com o seu boné vermelho de caçador, com o dinheiro da venda de uma máquina de escrever.

Salinger conta as peripécias, do Holden, nos três dias de um final de semana de 1949 (ano que eu nasci) na Big Apple (Grande Maçã), apelido da cidade de Nova York. Estes dias e noites foram marcados por confusões, brigas e comoventes encontros com ex-namoradas e visitas à irmã de Holden, a Phoebe, única pessoa que parece entendê-lo.

Muito interessante a crítica ácida da sociedade americana, vista pelos olhos de um adolecente. Um livro que tem muito haver com a minha vida, sempre a buscar a experiência do momento e viver com as minhas limitações e aprender com a vida.

Sempre tive muita dificuldade em compreender o que a sociedade chama de “normal” e isso me fez sentir quase sempre de fora deste sistema. Tentei algumas vezes “investir” na normalidade, mas sempre me foi frustrante e muito chato. Uma merda. Fui professor universitário e trabalhei no serviço público municipal. Mais duas vezes merda. Apenas ganhei como “experiência de vida” a certeza que não queria essa chatice pretensiosa para mim.

Agora, sem mais spoiler, aproveitem e leiam este bom livro.

Fontes e Imagens: Carlos Pojo Rego

AZZURRA: MINHA MOCHILA DE 50 LITROS

Foto de Carlos Pojo Rego

Como falei no última postagem, eu viajo com duas mochilas uma na frente (sobre o peito) com 30 litros e uma nas costas com 50 litros, ambas da marca Quechua compradas na Decathlon. Uso estas 2 mochilas para guardar e transportar meus 50 itens. Hoje vou falar um pouco sobre a mochila de 50 litros, que estive no site (sítio) de Decathlon e não achei mais o meu modelo que comprei há uns 3 anos.

Meu mochilão, o “azzurra” como eu o chamo, é utilizado somente para as minhas roupas e acessórios de vestir quando estou viajando. Está a faltar colocar aquelas cafonas pequenitas bandeiras bordadas, da minha pátria amada brasil, a de gaúcho (que cada ano que passa tenho mais certeza que é um outro país) e a minha “nova” pátria lusitana. E como bem diz Fernando Pessoa “ a minha pátria é a língua portuguesa”.  

A Azzurra tem três repartições, veja o que eu coloco em cada uma delas: Na grande, levo as camisetas, bermudas, calças e suéter. Num saquinho de tela pelo lado de fora, a capa de chuva da mochila. Para os menos informados mochilas também tem capa de chuva. Tellement charmant (que charme). Com acesso pelo lado de fora a azura tem duas repartições com zíper, numa coloco as cuecas, ceroulas (no inverno) e meias. Na outra levo os meus tênis.

Todas as roupas são dobradas ou melhor enroladas e presas com uma liguinha de borracha, aquela que antigamente, quando ainda se usava dinheiro, amarravam os montinhos de notas.

Apesar de maior ela é mais leve do que a mochila de 30 litros que tem todo o equipamento pesado de trabalho, como o notebook por exemplo. Quando estou numa cidade e faço passeios de curta duração, um bate e volta, ou 1 a 3 dias não leva a mochila grande, ela fica na casa em que estou morando no momento. 

Apesar de um certo preconceito com nós, os mochileiros, principalmente nas cidades metidas a de “charme” turísticos. As minhas duas companheiras inseparáveis são fiéis,  lindas e cheias de charme. 

Fontes e Imagens: Carlos Pojo Rego

MINHA MOCHILA DE 30 LITROS

Foto Carlos Pojo Rego

Viajo com duas mochilas uma na frente (sobre o peito) com 30 litros e uma nas costas com 50 litros, ambas da marca Quechua compradas na Decathlon, aquela loja francesa cheia de charme. Uso estas 2 mochilas para guardar e transportar meus 50 itens que uso para viver como Andante Digital. Hoje vou falar sobre a mochila de 30 litros, a “verdinha” como a chamo.

Esta mochila além de usar para viajar entre uma cidade e outra eu a uso  praticamente todos os dias e também para curtos passeios na cidade. Normalmente quando saio com ela na cidade não levo todos os meus itens. Principalmente os de trabalhos, como, o notebook e seus acessórios, utensílios para comer, os documentos, entre outros, eles ficam no quarto que eu alugo. 

A mochila “verdinha” tem seis repartições, veja o que eu coloco em cada uma delas: 

1) Repartição Maior c/ zíper –  Roupas de chuva e para uma emergência:  Capa de chuva tipo poncho, camiseta, cueca, toalha e calção de banho.

Dentro da repartição maior tem várias divisões.

1.1) Bolsa Nabaiji com zíper separada de 3 litros – para guardar material de higiene e saúde: kit corta unha e lixa, máquina de cortar pelos, pasta e escova  de dentes de bambu, caixa e sabonete, caixa e bucha vegetal com tecido, perfume lavanda, remédio contra gripes, borrachinhas p/ notas.

1.2) Bolsa Nabaiji com zíper separada de 7 litros:para guardar equipamento para trabalhar: caixa de som JBL, mouse (rato), porta rato, carregador do notebook, extensão tomada, tecido para limpar o ecrã do notebook; 

1.3) Divisão envelope – Envelopes de documentos, Notebook Dell, livro do mês.
1.4) Bolsa rede com zíper – bateria externa para celular (telemóvel), 

2) Repartição Menor c/ zíper – Os utensílios para comer:
2.1) Bolsa Nabaiji com zíper separada de 3 litros  – Conjunto para comer com garfo, colher, faca e hashi, garrafa d’água de alumínio 0,5 litros, aquecedor elétrico para água, caneca de metal laqueada, marmita de inox pequena;
2.2) Divisão tipo envelope c/ zíper – canivete Suiço, bastão de selfie,
2.3) Divisão tipo rede sem zíper pequena – headphone motorola
2.4) Divisão tipo rede sem zíper maior – carregador de celular (telemóvel)

3) Repartição de baixo c/ zíper – Roupa sujas

4) Repartição tipo bolso c/ zíper – Máscaras descartáveis;
5) Bolsa externa maior rede aberta esquerda – Sandálias (par) de dedo Havaianas;
6) Bolsa externa menor rede aberta direita – Garrafa d’água de alumínio de 0,5 litros

Os itens, equipamentos e utensílios devem ser colocados sempre no mesmo lugar, para criar o hábito e termos muito bem na nossa memória sua localização.

Os insumos que uso para comer, como açúcar mascavo, cacau, sopas desidratadas, leite, eu não são transportados nas mochilas. São utilizados apenas na casa que eu estou morando, assim quando mudo de cidade, não levo mantimentos. Apenas uma pequena matula e água para a viagem.

Na próxima postagem vou falar sobre, como arrumar a mochila de 50 litros.

Fontes e Imagens: Carlos Pojo Rego

AGORA TENHO CARTÃO PARA VIAJAR DE GRAÇA DE TREM, METRÔ E ÔNIBUS

Fazia muito tempo que não sentia assim, parecia meu primeiro filme proibido para 18 anos que eu entrei, com cara de 14, mas com minha identidade de maior de idade. Foi o máximo. Ontem (19/07/2021) fui pegar em Canoas, no balcão da Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A. (Trensurb), a minha carteira de Isenção no Sistema Integrado Metropolitano (SIM). 

Me senti novamente com 18 anos … Agora viajo de graça no trem (Porto Alegre a Novo Hamburgo), metrô e ônibus em Porto Alegre. Viva os meus 71 anos. Um direito dos cidadãos a partir dos 65 anos. Como estou morando em São Leopoldo, a 40 km de Porto Alegre ou POA como alguns gaúchos a chamam. Posso ir ao teatro, no cinema (que já está funcionando mesmo com a pandemia), uma exposição (Casa de Cultura Mario Quintana), comprar um livro raro nos ótimos livrarias e sebos (Martins Livreiro entre outros) e também dar uns passeios à pé ou de patinete ou trotinete (Portugal) elétrica de aluguel (FlipOn) na beira do Parque Urbano da Orla do Rio Guaíba e ver de perto ou melhor por fora o Gasómetro (fechado para reforma) e ver o famoso pôr do sol no Guaíba, tomando pelo menos 1 chope, mas de preferência 2 chopes, um para você e o outro para um amor.

Depois é só voltar para casa, sem antes passar no lindo Mercado Municipal de Porto Alegre (1869) se tiver tempo e dinheiro extra na carteira pode ir ao restaurante mais antigo do Rio Grande do Sul, onde ia almoçar com meu Avô Pojo ainda criança, o Restaurante Gambrinus, fundado em 1889. Sempre lembrando que o último metrô e trem partem de volta para casa às 23h20.

Uma boa viagem de volta para a minha casa …

Fontes e Imagens: Carlos Pojo Rego

ACABEI POR FICAR A MORAR EM SÃO LEOPOLDO

Sem nenhuma conotação pejorativa, “acabei por ficar a morar em São Leopoldo”, por vários motivos estou a morar agora nesta cidade. Sempre gostei de cidades pequenas, com menos de 10.000 habitantes, pois são tranquilas e no caso do sul do Brasil, bem organizadas. As dificuldades que tive para encontrar um lugar barato para morar, queria pagar em torno de 350 reais por mês por um quarto. Estive nas cidades de Picada Café e Morro Reuter, ambas na serra gaúcha e não consegui nenhum quarto.

Acredito que nos contatos que lá tive, senti uma certa desconfiança pelo fato de ser “de fora” e um certo preconceito com um jornalista (repórter fotográfico) sem emprego na cidade. Talvez se tivesse um emprego por aqui, seria mais fácil conseguir um alojamento.

Já em São Leopoldo (238.648 habitantes), apesar de ser uma de tamanho médio para o Brasil, eu tive a facilidade de ter amigos na cidade, acabei muito confortavelmente instalado na linda casa dos meus amigos Liane e Chico e da filha deles, Vitória. Esses amigos eu os conheci nas praias da Armação dos Búzios, no estado do Rio de Janeiro, a uns 30 e tantos anos atrás.

Devo ficar por aqui uns três meses, mas vou subir e descer a serra várias vezes para conhecer e aproveitar estas terras maravilhosas, que apesar de gaúcho, me apaixonei recentemente pelas suas lindas cores (quatro estações do ano), seus sabores e suas falas (com sotaque alemão e italiano).

A próxima cidade que gostaria de morar é Chuí (6.320 habitantes), o município brasileiro mais mais meridional do Brasil, no extremo sul do estado do Rio Grande do Sul. Faz fronteira com a cidade de Chuy, no Uruguai. Adoro o Uruguai, um lindo pequeno pais e onde vive, meu “heroi”, o ex-presidente José “Pepe” Mogica. Um ser humno muiti raro.

Sem dúvida, devo me preparar com mais informações e fazer alguns contatos com seus moradores, mesmo que virtuais, para comseguir um lugar para ficar com preço acessível. Principalmente para os “pobres” aposentados brasileiros pelo INSS. Para isso vou contar muito com o pai dos burros, o “velho” Google.

Tem uma frase no filme Hair (1979) do grande diretor, Miloš Forman, quando o pai fala para o filho que está indo a Nova York se alistar para a guerra do Vietnã – “Não se preocupe, só as pessoas espertas que devem se preocupar, pois Deus toma conta dos bobos”. Portanto, sem dúvida, não devo me preocupar …

Fontes e textos: Carlos Pojo Rego

TROCAR CARRO A COMBUSTÍVEL FÓSSIL POR ELÉTRICO, NÃO RESOLVE O PROBLEMA DAS CIDADES.

Foto de Renz Macorol no Pexels

Eu não tenho carro, mas sei, se vier a comprar um, ele sem dúvida seria elétrico. Sei que o elétrico é muito menos poluente, apesar de ainda não termos resolvido de maneira satisfatória o descarte das baterias. Assim temos de pensar em diminuir o número de carros individuais nas cidades, e somente esta seria uma solução para as cidades povoadas de carros por todos os lugares. Muitas vezes, ao tirar o lugar de agradáveis passeios à pé e um simples descansar num banco na rua …

Para isso temos de abrir espaço para o transporte coletivo de superfície, mais barato e cada ônibus ou carril tira dezenas a centenas de carros e carrinhas das nossas ruas. Mas para isso, cabe ao governo estabelecer políticas públicas que priorizem os ônibus elétricos no transporte público sobre os veículos individuais.

A ideia é atrair as pessoas para o transporte coletivo público, com veículos limpos, silenciosos, confortáveis, seguros e não poluentes (elétricos). Temos de tirar os carros das nossas ruas.

Eu faço a minha parte, ando sempre de ônibus, metro ou trem. Agora estou indo a um passeio nos cânions da Serra Gaúcha e poderia ter alugado um carro, mas optei pelo ônibus.

Fontes e Imagens: Carlos Pojo Rego e Pexels

SACOS HERMÉTICOS PARA GUARDAR ALIMENTOS

Recebi um presente da minha amiga Liane de São Leopoldo, são uns incríveis sacos herméticos Ziplock Organizador, mas eu vi à venda no sítio da Bela Charme, um conjunto com 10 peças por R $59,90. Este kit tem 3 tamanhos de sacos (3 grandes, 4 médios e 3 pequenos).

Trata-se de um envelope de plástico com fecho e com uma foto de um pote de vidro com tampa hermética impressa nele. Um barato, quando ele está vazio, fica fino e cabe facilmente nas minhas mochilas. 

A ideia é não transportar os insumos de alimentos, sempre comprar em pequenas quantidades para serem consumidas enquanto estamos parados, morando em um lugar. Assim sempre os sacos estarão vazios e finos como um envelope.

Fontes e Imagens: Carlos Pojo Rego

COMO É DIFÍCIL VIAJAR NO BRASIL

Estou querendo ir a dois lugares: um no Rio Grande do Sul e outro em Santa Catarina. O primeiro é Cambará do Sul para conhecer o Cânion de Itaimbezinho, no Parque Nacional de Aparados da Serra, e outro é ver os saltos gigantes  das encantadoras baleias Franca nos seus rituais de acasalamento. Em Garopaba, um dos melhores lugares para avistá-las.

As baleias ficam para o mês que vem. Nesse mês vou para os paredões verticais de Itaimbezinho com seus 700 metros de profundidade. Como não tenho mais carro, faço minhas viagens de ônibus. Pela pandemia ou não, os horários de ônibus são poucos e desencontrados, praticamente impossibilitando viajar os 163 km entre São Leopoldo, que eu estou, até Cambará do Sul em um único dia. Fiz várias pesquisas no Google e não consegui fechar o roteiro. 

Uma opção era alugar um carro em São Leopoldo e viajar para o cânion. Consegui uma empresa que alugaria por duas diárias (24 horas), seguro, quilômetros rodados, seguro e combustível por R $435,00. Mais as refeições e hospedagens totalizam R $620,00.

Outra seria ir através de uma agência de viagem, o primeiro orçamento foi R $750,00 mais a hospedagem de dois dias. Muito caro para o meu orçamento. Vou continuar procurando para poder ir a um lugar tão bonito. Ou vou de ônibus até São Francisco de Paula e de lá vou, “ainda não sei como”, para o meu passeio.

O turismo no Brasil é uma grande tragédia. Sem dúvida é por isso que só temos 6,3 milhões de turistas estrangeiro por ano, só a cidade de Buenos Aires na Argentina tem como visitantes a metade do número de turistas que vêm para todo o Brasil. Muito triste.

Opá … parece que tem novidades. Através de uma dica da Victória, a bonita filha dos meus amigos Liane e Chico. Ela me falou numa agência, a Triptri de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, que fazia o roteiro que eu queria, em grupo, tipo bate e volta, 1 dia para ver o cânion. Bem, entrei no site e pimba – o ônibus passa por São Leopoldo, me pega num posto de gasolina e eu pago R $89,90, já comprei uma para o dia 24/07, sábado.

Acho que vi uma fraca luz no final do túnel. Sou um eterno otimista …

Fontes e Imagens: Carlos Pojo Rego

ANDANTE DIGITAL A MINHA VERSÃO DO “NOMADLAND”

Falando novamente sobre o livro Nomadland (Amazon por R$41,90 + frete), que eu estou lendo, o filme como mesmo nome, foi baseado nele e conta a saga de americanos que vagam pelos Estados Unidos em velhas vans, pipocando de cidade em cidade a busca de empregos temporários para completar suas insuficientes ou até nenhuma aposentadorias.

Resultado de uma América doente, gananciosa e injusta. Por aqui no Brasil, em nada diferente da realidade que o filme relata, eu decidi, viver a minha versão da Nomadland. Com minha pequena aposentadoria que me sobra R $1.300,00 (€210), depois de pagar os meus empréstimos consignados, vou viver como um nômade moderno, mas, infelizmente ainda, sem as velhas Vans dormitório americanas. A andar e viajar de ônibus, morando em quartos alugados em casas de famílias e permanecendo em pequenas cidades (Morro Reuter, Picada Café) e às vezes por necessidade em médias cidades (São Leopoldo) pelo Brasil.  Mas, sempre fugindo das grandes cidades. No ano que vem (2022), se tudo correr bem com a minha nacionalidade portuguesa, também, vou ser um nômade digital no meu Portugal querido.

Adoro a leitura e vou utilizá-la como a minha principal forma de continuar a minha educação. Manter-me informado e resistente a esta sociedade brasileira que infelizmente também está muito doente. 

Esta semana, numa praça no centro de São Leopoldo, Rio Grande do Sul, passei horas me deliciando com o passar das páginas desta realidade que as letras mostram da vida dos sobreviventes do falso sonho americano acordados em pleno século XXI.

Uma lista, não finalizada, em ordem alfabética dos livros que eu acho que todos deveriam ler, que vou reler um por mês (- mês/ano):
1) “Admiravel Mundo Novo” por Aldous Huxley (1894/1963)
2) “Banquete” por Platão (347 a.C.‎/‎427 a.C.)
3) “Cem Anos de Solidão” por Gabriel García Márquez (1927/2014)
4) “Crime e Castigo” por Fiódor Dostoiévski (????/1881)
5) “Demian” por Hermann Hesse (1877/1962)
6) “Dom Casmurro” por Machado de Assis (1839/1908)
7) “Dom Quixote de la Mancha” por Miguel de Cervantes (1547/1616)
8) “Ensaio Sobre a Cegueira” por José Saramago (1922/2010)
9) “Grande Sertão: Veredas” por João Guimarães Rosa (1908/1967)
10) “Hamlet” por Willian Shakespeare (1564/1616)
11) “Mrs. Dalloway” por Virginia Woolf
12) “Nomadland” por Jessica Bruder (????/ ) – julho/2021
13) “Morte em Veneza” por Thomas Mann
14) “O Processo” por Franz Kafka
15) “O Apanhador no Campo de Centeio” por J.D. Salinger (1919/2010) – agosto/2021
16) “On the road: Pé na Estrada” por Jack Kerouac
17) “O Sol é para Todos” por Harper Lee
18) “1984” por George Orwell (
19) “Você fica tão sozinho às vezes que até faz sentido” por Charles Bukowski











Fontes e Imagens: Carlos Pojo Rego