A TERCEIRA MANEIRA DE VIVER COMO ANDANTE DIGITAL

Foto de Matthew DeVries no Pexels

A terceira maneira é em uma casa com rodas, uma van ou motorhome, serve para todas categorias e idades de pessoas; solteiros, casados, com ou sem filhos (idade escolar ou não). Está, sem dúvida, que proporciona a maior mobilidade,principalmente para quem trabalha online. Os casais com filhos em idade escolar, têm que providenciar uma solução com ensino a distância.

Todas as três etapas com pequenos ajustes servem para todos em qualquer idade. Faço a primeira etapa e tenho 72 anos de idade.

TRÊS MANEIRA DE VIVER COMO ANDANTE DIGITAL

Foto de Stan Swinnen no Pexels

Vejo o Andante Digital como uma pessoa ou uma família que vive em movimento, como um nômade moderno, que trabalha de forma digital e/ou de forma presencial temporário. Andante Digital, para mim, tem três etapas, sem a necessidade de vivermos todas elas ou seguir uma ordem cronológica.

Amanhã dia 26/08/2021, a continuação dessa postagem, com pequena explicação da primeira etapa.

A FELICIDADE ESTÁ NAS COISAS SIMPLES DA VIDA

Foto de Viktoria Slowikowska no Pexels

A eterna busca da felicidade acredito, que passa, por valorizar mais os seus atributos do que adquirir apenas informações para agradar, fazer parte de um grupo específico ou fazer parte daquilo que socialmente é aceitável. Trabalho é importante pois nos trará conforto e aos que nos cercam. Mas tem que ser na dose certa, por isso uma vida simples com menos consumismo nos trará mais felicidade se realmente trabalharmos menos. Simples assim.

Com isso teremos mais tempo no dia para nos dedicar de forma amorosa ao que nos faz feliz ou traz felicidade aos outros. Não podemos deixar de lado os nossos atributos inatos porque disseram que não serve para nada e que não há como ganhar dinheiro com isso, que é perda de tempo e que estamos sendo ridículos. Não é verdade. Ridículo é passar a vida tentando suprir as expectativas alheias ou as normas sociais impostas. 

Não somos somente trabalho. Na verdade, muitos dos melhores valores não custam nada, são gratuitos, como um sorriso, um olhar de gratidão, um suspiro de alívio, um momento de amor. 

Importante sabermos no que somos bons de fato. Se pudermos trabalhar com isso, perfeito, mas se não pudermos. Vamos à luta e nunca devemos parar de aplicar nos dia a dia nossos atributos inatos, sejam eles quais forem. Mesmo trabalhando naquela função que não lhe agrada, enfrentar o trânsito, o ônibus lotado, o chefe chato, o cliente ligando a cada cinco minutos, os prazos gritando no ouvido, pois dentro do dia haverá o momento que tu farás aquilo que traz verdadeira satisfação. Aguardará avidamente por esse momento e o mais legal, farás todos os dias. 

Nossa vida ficará mais leve quando aprendermos a aplicá-los a cada momento que tivermos oportunidade. Como já diz o ditado… “Ser feliz é simples o difícil é ser tão simples assim”.

Fontes e Imagens: O segredo

O CARRO ELÉTRICO MAIS BARATO NO MUNDO

Quando penso em carro elétrico, vejo vários modelos bem interessantes, mas com preço ainda muito alto para a maioria dos mortais. Mas tudo indica que o governo da Rússia, apesar do lançamento ter passado por dificuldades e diversos atrasos no cronograma, vai lançar o modelo urbano Zetta que promete ser o carro elétrico “mais barato do mundo” e o seu lançamento deve ocorrer até o final do ano (2021).

Minha ideia de uso do carro elétrico é que seja urbano (pequenas distâncias) ou semiurbano (média distâncias) compartilhado por mais de um usuário, através de aplicativos em telemóvel (celular), cobrado pelo uso e para lugares que não existam transporte coletivo. Pois mesmo elétrico ainda é um transporte que polui mais do que o transporte coletivo.

O EV de três portas, o Zetta, será produzido a beira do Volga na fábrica a Togliatti do Grupo Renault, é um pequeno carro elétrico, que está a passar pelos testes finais e o seu valor de venda, será algo em torno de 550.000 rublos, o equivalente a € 6.500 (R$ 39.500). 

O Zetta conta com três metros de comprimento e tração dianteira que alcança a velocidade máxima de 120 km/h. O veículo para apenas dois ocupantes é equipado com uma fonte de energia de apenas 10 kWh, que promete autonomia de 180 quilômetros com uma única carga. Mais do suficiente para um carro urbano com viagens de pequenas e médias distâncias diárias.

Fontes e Imagens: Olhar digital

VIAJANDO DE BICICLETAS NOS COMBOIOS EM PORTUGAL

Um requisito, para mim, que é fundamental que o comboio (trem) dê para transportar a minha bicicleta e assim possamos chegar a um sítio (lugar) sem um carro.

Como em Portugal o transporte de bicicleta num comboio é permitido mas não é garantido, o que pode ser frustrante e causar surpresas desagradáveis. Pois existem várias regras, horários e diferentes serviços para que a sua companheira de duas seja autorizada a viajar.

O Lisboa Para Pessoas preparou um guia com informações para como levar a tua bicicleta contigo numa viagem da CP (Comboios de Portugal). O transporte de bicicletas comuns ou elétricas é sempre gratuito. As bicicletas de carga não estão autorizadas.

Existem, no entanto, um conjunto de horários em que o transporte de bicicletas não é permitido nos Regionais e InterRegionais. O transporte de bicicletas e trotinetes (patinetes) é gratuito e permitido todos os dias e em todos os horários, dos comboios urbanos de Lisboa, Porto e Coimbra em todas as linhas. É aconselhado o transporte das bicicletas nas carruagens (vagões) e locais identificados para o efeito.

Para os brasileiros usar um sistema de comboios tão bom como o de Portugal é um luxo que infelizmente não temos no Brasil, com as exceções dos metrôs urbanos e dos sofríveis trens nas periferias de algumas cidades brasileiras. Nada ligando, como em Portugal do norte ao sul do país. Triste Brasil.

Fontes e Imagens: Carlos Pojo Rego

VIAJAR SOZINHA NA AMÉRICA DO SUL, COM 80 ANOS

Hoje vejo como iria facilitar para um nômade digital “levar” a sua própria casa, como o caracol. Os aluguéis por temporada nas pequenas cidades são muito caros e imóveis para alugar por mais tempo, mínimo seis meses, tem várias garantias. Sobram os quartos em casas de família, cada vez mais raros hoje em dia. Além do fato que tu és, sempre olhado como um aventureiro pelos habitantes locais. 

Estou vivendo esta experiência com 71 anos. Adorei essa bisavó argentina, Sara Vallejos, que começou a sua “aventura” com 80 anos e, ao longo desses dois anos, já rodou quase 100 mil quilômetros.

Sara vendeu sua casa e seu carro e comprou um motorhome para realizar o sonho de viajar pela América do Sul por terra, sem destino pelo continente e sozinha. Até os seus 44 anos fez tudo igual à maioria das mulheres da sua época, casou  jovem, teve três filhos, cuidou deles e do marido, educou, cozinhou e passou suas roupas. Mas os filhos cresceram,  foram para a universidade e depois de 45 anos casados ela se separou. Ficou sozinha.

Sara foi à luta, se formou na faculdade em inglês, arrumou um emprego como professora na província de Tucumán. Aposentou em 2012, a partir daí, ela fez de tudo: viajou, montou um restaurante em sua casa, uma livraria móvel e delivery de comidas.

Depois disso, surgiu a ideia de viajar pela América do Sul de motorhome. A expedição começou pelo Uruguai e depois Sara veio para o Brasil, percorreu de ponta a ponta. Na maioria do tempo ela viaja sozinha, mas busca amigos e caronas pelo caminho.  Mas não cede o volante a ninguém.

Sara aprendeu a viver de forma simples e desapegada de bens materiais porque no motorhome só cabe o necessário, nada extra.
Fontes e Imagens: Infobae, Esse mundo é nosso

MORAR NO INTERIOR DE PORTUGAL

Já faz mais de três décadas que busco morar em cidades pequenas, morei na Armação do Búzios (por volta de 15.000 habitantes na década de 90), no estado do Rio de Janeiro, Brasil, em Saint Tropez (5.400 habitantes hoje) na França, Pirenópolis (16.000 habitantes em 2.000) , no Goiás, também Brasil e agora busco uma cidade na serra gaúcha na região de Canela ou São Francisco de Paula.

As vantagens de morar no interior, numa cidade pequena, estão a qualidade de vida, a segurança,  a vida mais tranquila, sem estresse e com um custo de vida mais baixo. Poder se deslocar a pé ou de bicicleta, respirar um ar puro, ter uma alimentação mais saudável com produtos comprados diretos dos produtores. 

Com a minha nacionalidade portuguesa, pretendo viver na terra de Camões, e buscar uma linda aldeia num comcelho bem no interior em uma das cinco regiões de Portugal.

Diferente da Pátria Amada Brasil, com a típica indiferença dos governos a interiorização da população brasileira, Portugal sensível a importância de um interior forte cria vários incentivos para morarmos no interior. Tem apoio de formação técnica e administrativa para novos negócios e financeiro para os moradores do interior, podendo chegar a quase € 5.000,00. Ainda maior para cidadãos portugueses que residam no exterior e que queiram retornar ao país, para morar no interior com a família. Estes programas de incentivos visam ativar a mobilidade e o emprego no interior de Portugal, em regiões pouco povoadas.  

O ideal para mim seria morar 6 meses em Portugal, no Alentejo e 6 meses no Brasil na Serra Gaúcha. Como estou construindo uma nova vida e agora também com uma nova família, sem dúvida, bem acompanhado sempre será mais fácil viver os prazeres e as dificuldades em novas terras.

Fontes e Imagens: Carlos Pojo Rego

MINHAS ROUPAS DE INVERNO E CHUVA

Foto de Carlos Pojo Rego

Dentro das minhas duas mochilas incluídas nos 50 itens, que são todos os meus bens pessoais, tenho algumas roupas e acessórios que utilizo apenas no inverno e nos dias chuvosos. Para mim já começo a “bater o queixo” (sentir frio) em  localidades com menos de 10 graus centígrados. Agora que estou no sul do Brasil em pleno inverno, os itens abaixo passaram com louvor no teste do frio. 

São cinco os itens para o frio; 1) um par de luvas forradas, 2) um cachecol de lã, que foram presentes da Liane, amiga buziana leopoldense, 3) Ceroulas da  Hering – R$ 69,99 (2 unidades), 4) Meias (par) de lã (3 unidades) para ski na Decathlon – R$ 29,99, e meu super 5) Casaco jaqueta de inverno forrado da Quechua – R$ 499,99, com um simpático teste impresso que foi aprovado para uso a menos 10 graus. Tenho também uma bota para trilha que funciona muito bem para o verão e também para o inverno, a bota Montanha da Bradok – R $369,90.

Tenho os itens que são específicos para chuva; 1) Capa de chuva para a mochila de 30 litros da Forclaz 30 – R$ 49,99, 2) Capa de chuva para a mochila de 50 litros da Forclaz 50 – R$ 49,99, 3) uma capa de plástico da Quechua, tipo poncho por R$ 149,99 (não achei no sítio da Decathlon, esse produto que comprei na loja em Porto Alegre), 4) um par de botas de borrachas (Galochas – R$ 99,99) para todo o terreno. Todos os produtos para chuva foram comprados na Decathlon, a minha loja francesa, sou fã dela desde o tempo que morei na França, uma loja especializada em produtos para viver com a natureza. 

Apesar de minimalista e de propor uma vida simples, não vou acabar com as fábricas e gerar desemprego no mundo e nem exterminar o capitalismo mundial. Vou continuar a adquirir produtos de alta qualidade comprovados e que durem muitos anos. Um esclarecimento aos amantes do capitalismo de alto consumo enrustidos ou não.

Fontes e Imagens: Carlos Pojo Rego e Decathlon

O LIVRO DO MÊS DE AGOSTO: A APANHADOR DO CAMPO DE CENTEIO

Foto de Carlos Pojo Rego

Foi um livro que li a uns 20 anos atrás e resolvi relê-lo. Um dos romances mais revolucionários e importantes do século XX. Está na minha lista dos livros que mais me marcaram. Trata-se do “O Apanhador no Campo de Centeio” (Amazon – R$ 38,70 | Amazon – € 6,99) de J. D. Salinger, escritor norte americano que nasceu em 1919, em Nova York.

O jovem “herói” Holden Caulfield é expulso de mais uma escola. Toma o trem para Nova York, sempre com o seu boné vermelho de caçador, com o dinheiro da venda de uma máquina de escrever.

Salinger conta as peripécias, do Holden, nos três dias de um final de semana de 1949 (ano que eu nasci) na Big Apple (Grande Maçã), apelido da cidade de Nova York. Estes dias e noites foram marcados por confusões, brigas e comoventes encontros com ex-namoradas e visitas à irmã de Holden, a Phoebe, única pessoa que parece entendê-lo.

Muito interessante a crítica ácida da sociedade americana, vista pelos olhos de um adolecente. Um livro que tem muito haver com a minha vida, sempre a buscar a experiência do momento e viver com as minhas limitações e aprender com a vida.

Sempre tive muita dificuldade em compreender o que a sociedade chama de “normal” e isso me fez sentir quase sempre de fora deste sistema. Tentei algumas vezes “investir” na normalidade, mas sempre me foi frustrante e muito chato. Uma merda. Fui professor universitário e trabalhei no serviço público municipal. Mais duas vezes merda. Apenas ganhei como “experiência de vida” a certeza que não queria essa chatice pretensiosa para mim.

Agora, sem mais spoiler, aproveitem e leiam este bom livro.

Fontes e Imagens: Carlos Pojo Rego

AZZURRA: MINHA MOCHILA DE 50 LITROS

Foto de Carlos Pojo Rego

Como falei no última postagem, eu viajo com duas mochilas uma na frente (sobre o peito) com 30 litros e uma nas costas com 50 litros, ambas da marca Quechua compradas na Decathlon. Uso estas 2 mochilas para guardar e transportar meus 50 itens. Hoje vou falar um pouco sobre a mochila de 50 litros, que estive no site (sítio) de Decathlon e não achei mais o meu modelo que comprei há uns 3 anos.

Meu mochilão, o “azzurra” como eu o chamo, é utilizado somente para as minhas roupas e acessórios de vestir quando estou viajando. Está a faltar colocar aquelas cafonas pequenitas bandeiras bordadas, da minha pátria amada brasil, a de gaúcho (que cada ano que passa tenho mais certeza que é um outro país) e a minha “nova” pátria lusitana. E como bem diz Fernando Pessoa “ a minha pátria é a língua portuguesa”.  

A Azzurra tem três repartições, veja o que eu coloco em cada uma delas: Na grande, levo as camisetas, bermudas, calças e suéter. Num saquinho de tela pelo lado de fora, a capa de chuva da mochila. Para os menos informados mochilas também tem capa de chuva. Tellement charmant (que charme). Com acesso pelo lado de fora a azura tem duas repartições com zíper, numa coloco as cuecas, ceroulas (no inverno) e meias. Na outra levo os meus tênis.

Todas as roupas são dobradas ou melhor enroladas e presas com uma liguinha de borracha, aquela que antigamente, quando ainda se usava dinheiro, amarravam os montinhos de notas.

Apesar de maior ela é mais leve do que a mochila de 30 litros que tem todo o equipamento pesado de trabalho, como o notebook por exemplo. Quando estou numa cidade e faço passeios de curta duração, um bate e volta, ou 1 a 3 dias não leva a mochila grande, ela fica na casa em que estou morando no momento. 

Apesar de um certo preconceito com nós, os mochileiros, principalmente nas cidades metidas a de “charme” turísticos. As minhas duas companheiras inseparáveis são fiéis,  lindas e cheias de charme. 

Fontes e Imagens: Carlos Pojo Rego