MINHAS ROUPAS DE INVERNO E CHUVA

Foto de Carlos Pojo Rego

Dentro das minhas duas mochilas incluídas nos 50 itens, que são todos os meus bens pessoais, tenho algumas roupas e acessórios que utilizo apenas no inverno e nos dias chuvosos. Para mim já começo a “bater o queixo” (sentir frio) em  localidades com menos de 10 graus centígrados. Agora que estou no sul do Brasil em pleno inverno, os itens abaixo passaram com louvor no teste do frio. 

São cinco os itens para o frio; 1) um par de luvas forradas, 2) um cachecol de lã, que foram presentes da Liane, amiga buziana leopoldense, 3) Ceroulas da  Hering – R$ 69,99 (2 unidades), 4) Meias (par) de lã (3 unidades) para ski na Decathlon – R$ 29,99, e meu super 5) Casaco jaqueta de inverno forrado da Quechua – R$ 499,99, com um simpático teste impresso que foi aprovado para uso a menos 10 graus. Tenho também uma bota para trilha que funciona muito bem para o verão e também para o inverno, a bota Montanha da Bradok – R $369,90.

Tenho os itens que são específicos para chuva; 1) Capa de chuva para a mochila de 30 litros da Forclaz 30 – R$ 49,99, 2) Capa de chuva para a mochila de 50 litros da Forclaz 50 – R$ 49,99, 3) uma capa de plástico da Quechua, tipo poncho por R$ 149,99 (não achei no sítio da Decathlon, esse produto que comprei na loja em Porto Alegre), 4) um par de botas de borrachas (Galochas – R$ 99,99) para todo o terreno. Todos os produtos para chuva foram comprados na Decathlon, a minha loja francesa, sou fã dela desde o tempo que morei na França, uma loja especializada em produtos para viver com a natureza. 

Apesar de minimalista e de propor uma vida simples, não vou acabar com as fábricas e gerar desemprego no mundo e nem exterminar o capitalismo mundial. Vou continuar a adquirir produtos de alta qualidade comprovados e que durem muitos anos. Um esclarecimento aos amantes do capitalismo de alto consumo enrustidos ou não.

Fontes e Imagens: Carlos Pojo Rego e Decathlon

AZZURRA: MINHA MOCHILA DE 50 LITROS

Foto de Carlos Pojo Rego

Como falei no última postagem, eu viajo com duas mochilas uma na frente (sobre o peito) com 30 litros e uma nas costas com 50 litros, ambas da marca Quechua compradas na Decathlon. Uso estas 2 mochilas para guardar e transportar meus 50 itens. Hoje vou falar um pouco sobre a mochila de 50 litros, que estive no site (sítio) de Decathlon e não achei mais o meu modelo que comprei há uns 3 anos.

Meu mochilão, o “azzurra” como eu o chamo, é utilizado somente para as minhas roupas e acessórios de vestir quando estou viajando. Está a faltar colocar aquelas cafonas pequenitas bandeiras bordadas, da minha pátria amada brasil, a de gaúcho (que cada ano que passa tenho mais certeza que é um outro país) e a minha “nova” pátria lusitana. E como bem diz Fernando Pessoa “ a minha pátria é a língua portuguesa”.  

A Azzurra tem três repartições, veja o que eu coloco em cada uma delas: Na grande, levo as camisetas, bermudas, calças e suéter. Num saquinho de tela pelo lado de fora, a capa de chuva da mochila. Para os menos informados mochilas também tem capa de chuva. Tellement charmant (que charme). Com acesso pelo lado de fora a azura tem duas repartições com zíper, numa coloco as cuecas, ceroulas (no inverno) e meias. Na outra levo os meus tênis.

Todas as roupas são dobradas ou melhor enroladas e presas com uma liguinha de borracha, aquela que antigamente, quando ainda se usava dinheiro, amarravam os montinhos de notas.

Apesar de maior ela é mais leve do que a mochila de 30 litros que tem todo o equipamento pesado de trabalho, como o notebook por exemplo. Quando estou numa cidade e faço passeios de curta duração, um bate e volta, ou 1 a 3 dias não leva a mochila grande, ela fica na casa em que estou morando no momento. 

Apesar de um certo preconceito com nós, os mochileiros, principalmente nas cidades metidas a de “charme” turísticos. As minhas duas companheiras inseparáveis são fiéis,  lindas e cheias de charme. 

Fontes e Imagens: Carlos Pojo Rego

COMO VIVER COM 50 ITENS – ANDANTE DIGITAL

Minha filha, que mora na Suíça, me perguntou se eu poderia explicar como é possível alguém viver com “somente” 50 itens. Estes itens são meus únicos bens, meu inteiro patrimônio, e cabe nas minhas duas mochilas. A proposta é viajar trabalhando (online), no conceito do nômade digital, que vive de cidade em cidade, sem programação ou tempo preestabelecido. Vale qualquer cidade desde que seja pequena (municípios com menos 10.000 habitantes). 

Além dos 50 itens, que são bens duráveis, eu tenho os insumos (bens não duráveis). São produtos que utilizo para minha higiene pessoal (sabonete, shampoo), para lavar roupa (sabão em pó), para a saúde (remédios), para dormir (quarto ou kitnet), trabalhar (internet) e na minha alimentação nas refeições prontas ou produtos alimentícios (leite, manteiga, pão). 

Para não perder o velho hábito de ser “metido” a professor, eu dividi os 50 itens em seis grupos de uso, apesar de três grupos não terem itens de bens duráveis, apenas bens não duráveis ou serviços. Vamos aos itens:

O primeiro grupo é dos itens para a minha Alimentação (Comer): 01) Conjunto de alimentação de bambu (garfo, colher e faca) com bolsa de tecido, 02) Garrafa de metal, 03) Marmita de inox, 04) mergulhão ebulidor elétrico, 05) Caneca esmaltada.

O segundo grupo, o mais numeroso, que engloba os itens de higiene, saúde e vestuário é o Bem-estar (Bem-estar), eles são: 06) Bolsa impermeável para os itens de higiene e saúde, 07) Cortador de unha, 08) Lixa metálica de unha, 09) Máquina elétrica de cortar pelos, 10) Porta escova de dente de bambu. Na mochila grande ficam as peças do vestuário de verão: 11) Mochila Quechua 50 litros,  12) Boné da Hering, 13/14/15) Cuecas Slip (3 unidades), 16/17/18) Meias (3 unidades), 19) Suéter malha fina Hering, 20) Suéter malha grossa Hering, 21) Bermuda, 22) Bota (par) de montanha, 23/24) Calça Jean da Levis 501 (2 unidades), 25) Calça moletom, 26/27/28/29/30) Camiseta Hering (5 unidades), 31) Capa chuva tipo poncho, 32) Cinto, 33) Galocha (par) chuva , 34) Sandália (par) Havaiana, 35/36) Tênis (par) New Balance ML501 (2 unidades), 37) Toalha. Para completar o vestuário de inverno: 38) Casacão com forro, 39/40) Ceroulas (2 unidades), 41) Luvas (par) de lã.

Os próximos três grupos não tem itens entre os 50. O terceiro grupo, a Educação (Educar) os “itens” são passeios na natureza, visitas culturais (galerias, museus, artesanatos), experiências gastronomicas entre outras. Tenho um compromisso de ler um livro por mês e depois doá-lo a uma biblioteca local ou troca-lo em um sebo. Este mês estou lendo Nomadland de Jessica Bruder, que tem haver com a minha proposta de vida. O quarto grupo, a Habitação (Morar), não tenho também nenhum item, pois, vou morar em quartos alugados e com tudo que preciso, cama, armário, roupa de cama, etc. O ideal é este local ser em uma casa de uma família típica das cidades que vou conhecer. Normalmente é permitido que eu use a cozinha, a lavanderia e em muitas vezes liberam o acesso a Internet. O quinto grupo é a Mobilidade (Andar), vou fazer meus deslocamento nas cidades (curta distancia), a pé e quando viajo entre cidades uso sempre transporte coletivo.

O sexto grupo e último, o Trabalho (Trabalhar) é online (escrevendo um blog e um livro, gerenciamento de projetos com a captação de recursos financeiros para ONGs). Este trabalho pode algumas das vezes se tornar presencial, que gosto muito, pois me aproxima dos moradores das cidades em que passo. Segue os itens: 42) Mochila Quechua 30 litros, 43) Bastão de selfie com tripé com controle remoto, 44) Bateria Externa Sansung 10.000 para o telemóvel, 45) Caixa de Som JBL, 46) Canivete Swiss Vermelho, 47) Envelopes estanques para documentos, 48) Oculos, 49) Notebook Dell, 50) Celular (Telemóvel) Motorola One Fusion. 

Como bem disse o escritor norte-americano, Mark Twain; “Daqui a vinte anos  você estará mais desapontado pelas coisas que você não fez do que pelas que você fez. Então jogue fora as amarras, navegue para longe do porto seguro. Agarre o vento em suas velas. Explore. Sonhe. Descubra.” On the road

Fontes e Imagens: Carlos Rego

KARLA NOMADE: MODA SUSTENTÁVEL

A moda sustentável faz parte da prática das pessoas que propõe ter uma vida sustentável. São consumidores com uma consciência maior de combinar cores e peças bonitas. Ou seja, buscam uma moda com maior integridade ecológica e justiça social na sua produção. A moda sustentável compreende a abordagem de todo o sistema da moda.

A moda sustentável é uma tendência que se preocupa em utilizar métodos que não produzam ou minimizem os impactos ambientais gerados no processo de desenvolvimento de produtos. Desde a etapa de produção de tecidos ao consumo desenfreado, os fabricantes e produtores têm extraído grande quantidade de recursos naturais não renováveis, a causar poluição e degradação da natureza. Segundo  Environmental Protection Agency, a indústria têxtil está entre os quatro tipos de indústrias que mais consomem recursos naturais e que mais poluem. 

Portanto, o consumidor da moda consciente é aquele que busca produtos com materiais sustentáveis, de qualidade e com maior durabilidade, tanto em roupas quanto em acessórios. Mas não é só isso. O comportamento em relação ao consumo, também precisa mudar.

Pois a moda, tirando os clássicos, têm ciclos de vida curtos. Em oposição está a durabilidade, sustentabilidade e reutilização de produtos. Na realidade, este acúmulo contínuo de roupas baratas só é possível devido a uma constante redução dos custos de produção. Isto, por sua vez, tem sérias consequências sobre nossa saúde, nosso planeta e sobre a vida dos trabalhadores do vestuário.

Ao usar uma marca, você não está comprando apenas a beleza da peça, está legitimando todo seu processo produtivo e carregando o valor moral da empresa.

Assim, em algumas situações, os consumidores têm o poder de apoiar ou punir marcas por suas atitudes sociais e ambientais. Sobretudo na sua escolha de qual loja ou marca comprar. Para isso, é essencial se informar dos produtos que o fabricante utiliza. Se você deseja se tornar um consumidor sustentável, deve pesquisar as circunstâncias que as roupas são produzidas.

A solução não se concentra apenas em produzir novas peças a partir de produtos recicláveis, mas também, em consumir produtos que já foram utilizados por outras pessoas. Seguindo esse pensamento, os brechós estão se modernizando e incentivando o consumo consciente.

Fontes e Imagens: Karla Nomade