UMA GERAÇÃO PRESA AO CELULAR: “INFLUENCERS”

Foto de Liza Summer no Pexels

Hoje um seleto, mas crescente grupo de influenciadores digitais mirins, que mantêm canais no YouTube e perfis no Facebook e no Instagram, atraindo a atenção de milhares de seguidores e de empresas de merchandising.

No postagem do El País pude conhecer, Júlia, com apenas 11 anos, com seus 354.000 seguidores no Youtube e 80.000 no Instagram, isso com apenas um ano de atividade.

Nas redes ela dá dicas de maquiagem, posta brincadeiras e desafios com os irmãos e mostra sua rotina.

Algo parecido aconteceu com o goiano Ernani Coelho, de 11 anos. Ele começou a posar para a irmã fotógrafa. Quando postou a primeira foto no Instagram, em 2016, dormiu com 10 seguidores e acordou com 10.000. Hoje, são 38.000. O sucesso instantâneo rendeu-lhe o prêmio de Maior Influenciador Mirim naquele ano, além de trabalhos como modelo e contratos de marketing com grandes marcas de moda. 

Amanda Carvalho, paulistana de 13 anos, é a responsável por administrar o próprio canal no YouTube, Vida de Amy, e seu perfil no Instagram, somando mais de meio milhão de seguidores. Criou o canal em 2014 para mostrar os presentes e brinquedos que ganhava e logo passou a gravar vídeos sobre seus passeios em parques de diversão, viagens ao exterior e outros aspectos de sua rotina. 

A vida se tornou quantos likes você tem”, lamenta a especialista em psicologia infantil e redes sociais .

Fontes e Imagens: El Pais

QUANTO MAIS APARÊNCIA, MAIS CARÊNCIA.

Hoje em dia somos prisioneiros da ditadura da aparência, vítimas de uma sociedade de consumo em que quanto mais se tem, mais se é, fácil cair no erro de se preocupar muito em ter uma imagem social de sucesso e felicidade, esquecendo-se do nosso verdadeiro bem-estar.

Para isso as redes sociais têm “ajudado” muito, pois nos promete uma imagem social impecável, tornando nós mesmo apenas figurante neste teatro digital. 

Fontes e Imagens: Pensar Contemporaneo.