PORTUGAL PROÍBE O PLÁSTICO DE USO ÚNICO.

Cotonetes, pratos, palhinhas e talheres de plástico deixam de circular em Portugal, a partir de 1 de julho de 2021.

Nos espaços de restauração e nos transportes coletivos, fica também proibida a disponibilização e utilização destes produtos, mas apenas a partir de setembro do próximo ano.

Para já, copos para bebidas ou recipientes para alimentos destinados ao consumo imediato ficam de fora. Mas o Governo pretende que, até ao final de 2026, haja uma redução de 30% no consumo destes produtos, um valor que deverá chegar aos 50% até ao final de 2030.

No Mundo apenas 20 empresas são responsáveis por mais de metade dos resíduos plásticos no mundo.

Fonte e imagens: Sic Notícias

TERRAPLANISTA: O CASO EXTREMO DE UM FENÔMENO

Não acreditar que a Terra é redonda é um fenômeno da nossa época. Desconfiar dos dados, enaltecer a subjetividade, rejeitar o que nos contradiz e acreditar em falsidades.

Rejeição da ciência e dos especialistas, narrações maniqueístas que explicam o complexo em tempos de incerteza, entronização da opinião própria acima de tudo, desprezo pelos argumentos que a contradizem, difusão de falsidades graças aos algoritmos das redes sociais que colocam ideias não realistas, com muito vistas, nos primeiros lugares das pesquisas. 

Assim surge uma crença generalizada de conspirações e essas estão associadas a várias atitudes, como as racistas, ao menor uso de preservativos frente à aids e contras as vacinas, como exemplo. Todos os terraplanistas acreditam em diversas teorias conspiratórias ao mesmo tempo, inclusive contraditórias entre si.

Mas essas crenças de conspirações não surgem do nada; existem fatores sociais que influem de maneira determinante. As pessoas que se sentem impotentes ou desfavorecidas têm mais probabilidade de apoiá-las, como minorias étnicas marginalizadas. Tais noções se correlacionam com o pessimismo ante o futuro, aviresimples, simplicidadevoluntaria baixa satisfação com a vida e a pouca confiança interpessoal. Para piorar crescem as disparidades sociais entre os que têm mais privilégios e mais carências. 

A partir disso, encontramos mecanismos psicológicos pelo desejo de histórias ordenadas, que ofereçam certeza e visões simplificadas do mundo, pode trazer comodidade e a sensação de que a vida é mais controlável, como resume Asheley Landrum, da Universidade Texas Tech. 

Assim, as pessoas conseguiriam evitar os altos e baixos da existência, apostando em uma realidade pura, simples e plana. Como a Terra, segundo querem acreditar.

Fontes e Imagens: El País

NOMADLAND: “A PANDEMIA LEVARÁ MAIS GENTE A VIVER EM VANS”

A jornalista norte-americana Jessica Bruder colocou o um velho carro (van) de 1995, na estrada em 2014, para investigar uma realidade da sociedade, uma das mais ricas do mundo, a americana – por que pessoas idosas não conseguiam se aposentar no país percorrendo o país atrás de trabalhos temporários e vivendo em vans. 

Para escrever uma reportagem para a revista Harper’s, ela dormiu numa barraca e fez entrevistas com pessoas nômades. Essa reportagem, logo depois viraria o projeto de um livro. “Nomadland – Sobrevivendo na América no Século XXI” conta a história desses nômades que a autora conheceu na estrada. 

Durante três anos, Bruder percorreu 24 mil quilômetros, viajando de costa a costa e da fronteira do Canadá até o México. Na estrada, conheceu nômades da terceira idade sem emprego ou aposentadoria, a maioria mulheres, vítimas da crise econômica de 2008 que atingiu fortemente os EUA e fez com que muitas pessoas também perdessem suas casas, além do trabalho. Na realidade, durante estes três anos não ficou direto na van, ela ia e voltava para Nova York.

Foi o livro que originou o filme de longa metragem, de mesmo nome, que ganhou três Oscars em 2021: como melhor filme, Nomadland, também pela direção de  Chloé Zhao, é a segunda mulher a ganhar a estatueta na categoria e a primeira de origem asiática e a melhor atriz para Frances McDormand.

Fontes e Imagens: Universa

NÃO TENHA MEDO DE FICAR SOZINHO E SIM TER DE FICAR EM RELACIONAMENTO RUIM

Os valores sociais mudaram drasticamente, e a tecnologia da internet revolucionou os cenários dos encontros de namorados.

Namorar hoje em dia é mais difícil porque as pessoas têm medo de relacionamentos ruins. E também têm medo de ficar sozinhas, por isso se conformam com alguém que não atende aos seus padrões. Isso resulta em muitos problemas de relacionamento. Devemos mudar essa maneira de pensar se queremos ser felizes. Não é fácil, mas devemos acreditar que há alguém melhor lá fora.

Mas não deixe de trabalhar para melhorar a si mesmo, isto sem dúvida é fundamental, encontramos alguém melhor do que tivemos nas relações passadas. Importante é deixar seu mau parceiro(a) atual o mais rápido possível porque você senão nunca vai encontrar alguém, preso a um passado que você não quer mais.

Fontes e Imagens: Power of Positivity

LUXEMBURGO: TRANSPORTE PÚBLICO GRATUITO

Com a preocupação de ajudar os trabalhadores desfavorecidos, reduzir o tráfego rodoviário e melhorar o impacto no ambiente, o pequeno e rico país da União Europeia, o Grão-Ducado de Luxemburgo, implantou este projeto em todo o país – transporte público gratuito.

Os carros particulares são o meio de transporte mais utilizado, representam 40% das viagens de negócios e mais de 60% nas de lazer.

Mais de 200.000 trabalhadores vêm de países vizinhos (França, Alemanha e Bélgica) e utilizam na sua maioria o automóvel, o que gera congestionamentos. Com uma população de apenas 610.000 habitantes, esses trabalhadores viajantes representam a metade da força de trabalho de Luxemburgo. 

Textos e Imagens: Viajero peligro

MERITOCRACIA É UMA BALELA

Anna Wiener, jovem escritora americana de Nova York (32 anos) que estudou sociologia, diz com todas as letras que “o conto da meritocracia na indústria tecnológica é uma balela”, autora de Uncanny Valley (“Vale da Estranheza” numa tradução livre). Ainda sem tradução para o português.

Escritora chegou à Califórnia em busca da promessa de felicidade e de que venceria “apenas” pela sua competência, se viu em um universo ferozmente competitivo e machista do Vale do Silício, o berço da tecnologia digital, onde surgiram grandes empresas como Apple e Google .

O livro é a sua própria vivência no interior do Vale do Silício, o mundo das tecnológicas e da cultura do trabalho e empreendedorismo que San Francisco exportou para o restante do planeta. Wiener, acreditava e defendia a meritocracia, mas em menos de três anos passou a ser uma apóstata. Ela fala no “conto da meritocracia, essa crença tão popular aqui de que ideias e trabalho árduo serão suficientes para fazer com que as pessoas sejam naturalmente escolhidas por seus talentos é uma das maiores balelas que já surgiram na indústria de tecnologia”.

O Vale se tornou um local anti-intelectual, acredita Wiener que recompensou a velocidade e a capacidade de monetização acima da contemplação e da pesquisa. A cultura da intelectualidade é superficial. “É movido pela filosofia gerencial e de interesse do capital. É muito interessante que os grandes pensadores do Vale do Silício sejam capitalistas de risco. Isso é muito estranho para mim, mas muito americano. É assim que se consegue que alguém como Mark Anderson se torne um pensador. E quem é Anderson? Um empreendedor que teve um trabalho muito importante com buscadores. Fez muito dinheiro quando jovem e passou para o venture capital.

Fontes e Imagens: El País

KARLA NOMADE: MODA SUSTENTÁVEL

A moda sustentável faz parte da prática das pessoas que propõe ter uma vida sustentável. São consumidores com uma consciência maior de combinar cores e peças bonitas. Ou seja, buscam uma moda com maior integridade ecológica e justiça social na sua produção. A moda sustentável compreende a abordagem de todo o sistema da moda.

A moda sustentável é uma tendência que se preocupa em utilizar métodos que não produzam ou minimizem os impactos ambientais gerados no processo de desenvolvimento de produtos. Desde a etapa de produção de tecidos ao consumo desenfreado, os fabricantes e produtores têm extraído grande quantidade de recursos naturais não renováveis, a causar poluição e degradação da natureza. Segundo  Environmental Protection Agency, a indústria têxtil está entre os quatro tipos de indústrias que mais consomem recursos naturais e que mais poluem. 

Portanto, o consumidor da moda consciente é aquele que busca produtos com materiais sustentáveis, de qualidade e com maior durabilidade, tanto em roupas quanto em acessórios. Mas não é só isso. O comportamento em relação ao consumo, também precisa mudar.

Pois a moda, tirando os clássicos, têm ciclos de vida curtos. Em oposição está a durabilidade, sustentabilidade e reutilização de produtos. Na realidade, este acúmulo contínuo de roupas baratas só é possível devido a uma constante redução dos custos de produção. Isto, por sua vez, tem sérias consequências sobre nossa saúde, nosso planeta e sobre a vida dos trabalhadores do vestuário.

Ao usar uma marca, você não está comprando apenas a beleza da peça, está legitimando todo seu processo produtivo e carregando o valor moral da empresa.

Assim, em algumas situações, os consumidores têm o poder de apoiar ou punir marcas por suas atitudes sociais e ambientais. Sobretudo na sua escolha de qual loja ou marca comprar. Para isso, é essencial se informar dos produtos que o fabricante utiliza. Se você deseja se tornar um consumidor sustentável, deve pesquisar as circunstâncias que as roupas são produzidas.

A solução não se concentra apenas em produzir novas peças a partir de produtos recicláveis, mas também, em consumir produtos que já foram utilizados por outras pessoas. Seguindo esse pensamento, os brechós estão se modernizando e incentivando o consumo consciente.

Fontes e Imagens: Karla Nomade

3. POUPE ENERGIA (3/26)

No Reino Unido, entre 2008 e 2019, as políticas que incentivam o investimento em energias de baixo carbono e tecnologias emergentes deram origem a reduções nas emissões de CO2 no setor energético na ordem dos 67%, e os custos de energia eólica ao largo da costa caíram de mais de 174 Euro por MWh para cerca de 47 Euro  por MWh; mas cerca de 22% das emissões de carbono do Reino Unido ainda vêm dos lares residenciais.

Considere mudar para um sistema de energia ecológica, como a térmica solar, fotovoltaica ou eólica que vai exigir um bom investimento. Caso você não tenha como investir procure economizar energia na sua casa, com a troca de lâmpadas por LED, usando um dispositivo que automaticamente apaga a luz quando você deixa o ambiente, menos equipamentos elétricos.

Na próxima quarta, dia 2 de junho de 2021,  tem mais uma postagem, sobre ser sustentável, a 4. Organize um piquenique sem plástico. 

Fontes e imagens: Nat Geo

“OS POPULISTAS ESTÃO DO LADO SOMBRIO DA HISTÓRIA”

Steven Pinker, uma das grandes figuras da psicologia cognitiva e especialista no binômio mente-linguagem. Em seu novo livro, “Enlightnment Now” (Livraria Bertrand – €16,50 em inglês), volta a atacar os profissionais do apocalipse. Contra os irredutíveis que defendem que “o mundo está cada dia pior e só nós podemos salvá-lo”.

Seus livros, como “Tábula rasa” (Amazon.es – €30,40) e “Os anjos bons da nossa natureza” (Livraria Bertrand – €27,00), quebraram tantos moldes que muitos o veem como um visionário da filosofia do futuro.

Homem da ciência e do pensamento, professor em Harvard ajusta contas com os populistas e com os inimigos do progresso. E diz com todas as letras: “Os populistas se sentem inquietos diante dessa corrente gradual e inexorável que leva ao cosmopolitismo e à liberalização dos costumes”

O progresso não é uma questão subjetiva. E isso é simples de entender. A maioria das pessoas prefere viver do que morrer. Ter abundância do que a pobreza. Ter saúde do que ficar doente. Viver com segurança ao viver em perigo. Ter conhecimento a viver na ignorância. Viver numa sociedade com liberdade do que na tirania. Parker explica, “tudo isso pode ser medido e seu aumento ao longo do tempo é o que chamamos de progresso. Isso é o que precisa ser defendido”.

Nem a globalização nem os mercados empobreceram a nossa sociedade. A realidade é bem diferente. A pobreza extrema caiu 75% em 30 anos. Isso trouxe melhoria econômica, mas não mais liberdade. A liberdade econômica costuma ser acompanhada de outras formas de liberdade. 

O populismo tem uma forte base rural e uma mentalidade tribal, se estende por camadas menos cultas da sociedade. Sentem a hostilidade em relação às instituições, procuram um líder natural que expresse a pureza e a verdade da tribo. Custa aceitar a ideia democrática de que o governante é um guardião temporário do poder submetido a deveres e limitações.

Mas o mundo é cada vez mais urbano e educado. A geração de Trump e Bolsonaro, desaparecerá de fato, e os millennials, também conhecidos como geração Y, pouco amigos do populismo, tomarão o poder.

Há um hábito muito disseminado entre intelectuais e jornalistas que consiste em destacar apenas o negativo, em descrever o mundo como se estivesse sempre à beira da catástrofe. Mas a verdade é que muitas instituições, ainda que imperfeitas, resolvem problemas. Podem evitar guerras e reduzir a pobreza extrema. 

Fontes e Imagens: El País