VIAJES SEMPRE COM TEUS FILHOS.

Foto de Olya Kobruseva no Pexels

Viagens de férias com seus filhos, os tornam mais felizes e independentes, sem dúvida é o melhor presente de aniversário ou nas datas especiais.

No estudo realizado e publicado pelo The Jornal of Social and Personal Relationships, com mais de 500 pessoas, o melhor presente que já receberam, foram as experiências e novos lugares que as viagens proporcionam.

As viagens de férias, proporcionam impulsos para a felicidade a longo prazo e tornam as crianças mais inteligentes, conforme artigo no The Telegrah, da pesquisa da Dra. Margot Sunderlan

A pesquisa descobriu que pequenos momentos de positividade, como uma palavra gentil, abraçar uma criança, receber compaixão, fazem as pessoas se sentirem mais amadas. Dra. Sunderlan escreve; “Se você está no dilema de comprar um tablet ou férias, considere o benefício cognitivo que a viagem terá no desenvolvimento da criança.”

A ideia de oferecer às crianças o mais do nosso tempo, possa parecer pouco em relação a presentes caros e da moda. Mas pesquisas recentes mostram que a experiência humana vivida e compartilhada entre os pais e seus filhos, fortalecem muito os seus laços afetivos.

Fontes e Imagens: Viajero peligro

A FELICIDADE ESTÁ NAS COISAS SIMPLES DA VIDA

Foto de Viktoria Slowikowska no Pexels

A eterna busca da felicidade acredito, que passa, por valorizar mais os seus atributos do que adquirir apenas informações para agradar, fazer parte de um grupo específico ou fazer parte daquilo que socialmente é aceitável. Trabalho é importante pois nos trará conforto e aos que nos cercam. Mas tem que ser na dose certa, por isso uma vida simples com menos consumismo nos trará mais felicidade se realmente trabalharmos menos. Simples assim.

Com isso teremos mais tempo no dia para nos dedicar de forma amorosa ao que nos faz feliz ou traz felicidade aos outros. Não podemos deixar de lado os nossos atributos inatos porque disseram que não serve para nada e que não há como ganhar dinheiro com isso, que é perda de tempo e que estamos sendo ridículos. Não é verdade. Ridículo é passar a vida tentando suprir as expectativas alheias ou as normas sociais impostas. 

Não somos somente trabalho. Na verdade, muitos dos melhores valores não custam nada, são gratuitos, como um sorriso, um olhar de gratidão, um suspiro de alívio, um momento de amor. 

Importante sabermos no que somos bons de fato. Se pudermos trabalhar com isso, perfeito, mas se não pudermos. Vamos à luta e nunca devemos parar de aplicar nos dia a dia nossos atributos inatos, sejam eles quais forem. Mesmo trabalhando naquela função que não lhe agrada, enfrentar o trânsito, o ônibus lotado, o chefe chato, o cliente ligando a cada cinco minutos, os prazos gritando no ouvido, pois dentro do dia haverá o momento que tu farás aquilo que traz verdadeira satisfação. Aguardará avidamente por esse momento e o mais legal, farás todos os dias. 

Nossa vida ficará mais leve quando aprendermos a aplicá-los a cada momento que tivermos oportunidade. Como já diz o ditado… “Ser feliz é simples o difícil é ser tão simples assim”.

Fontes e Imagens: O segredo

VIAJANDO DE BICICLETAS NOS COMBOIOS EM PORTUGAL

Um requisito, para mim, que é fundamental que o comboio (trem) dê para transportar a minha bicicleta e assim possamos chegar a um sítio (lugar) sem um carro.

Como em Portugal o transporte de bicicleta num comboio é permitido mas não é garantido, o que pode ser frustrante e causar surpresas desagradáveis. Pois existem várias regras, horários e diferentes serviços para que a sua companheira de duas seja autorizada a viajar.

O Lisboa Para Pessoas preparou um guia com informações para como levar a tua bicicleta contigo numa viagem da CP (Comboios de Portugal). O transporte de bicicletas comuns ou elétricas é sempre gratuito. As bicicletas de carga não estão autorizadas.

Existem, no entanto, um conjunto de horários em que o transporte de bicicletas não é permitido nos Regionais e InterRegionais. O transporte de bicicletas e trotinetes (patinetes) é gratuito e permitido todos os dias e em todos os horários, dos comboios urbanos de Lisboa, Porto e Coimbra em todas as linhas. É aconselhado o transporte das bicicletas nas carruagens (vagões) e locais identificados para o efeito.

Para os brasileiros usar um sistema de comboios tão bom como o de Portugal é um luxo que infelizmente não temos no Brasil, com as exceções dos metrôs urbanos e dos sofríveis trens nas periferias de algumas cidades brasileiras. Nada ligando, como em Portugal do norte ao sul do país. Triste Brasil.

Fontes e Imagens: Carlos Pojo Rego

MINHAS ROUPAS DE INVERNO E CHUVA

Foto de Carlos Pojo Rego

Dentro das minhas duas mochilas incluídas nos 50 itens, que são todos os meus bens pessoais, tenho algumas roupas e acessórios que utilizo apenas no inverno e nos dias chuvosos. Para mim já começo a “bater o queixo” (sentir frio) em  localidades com menos de 10 graus centígrados. Agora que estou no sul do Brasil em pleno inverno, os itens abaixo passaram com louvor no teste do frio. 

São cinco os itens para o frio; 1) um par de luvas forradas, 2) um cachecol de lã, que foram presentes da Liane, amiga buziana leopoldense, 3) Ceroulas da  Hering – R$ 69,99 (2 unidades), 4) Meias (par) de lã (3 unidades) para ski na Decathlon – R$ 29,99, e meu super 5) Casaco jaqueta de inverno forrado da Quechua – R$ 499,99, com um simpático teste impresso que foi aprovado para uso a menos 10 graus. Tenho também uma bota para trilha que funciona muito bem para o verão e também para o inverno, a bota Montanha da Bradok – R $369,90.

Tenho os itens que são específicos para chuva; 1) Capa de chuva para a mochila de 30 litros da Forclaz 30 – R$ 49,99, 2) Capa de chuva para a mochila de 50 litros da Forclaz 50 – R$ 49,99, 3) uma capa de plástico da Quechua, tipo poncho por R$ 149,99 (não achei no sítio da Decathlon, esse produto que comprei na loja em Porto Alegre), 4) um par de botas de borrachas (Galochas – R$ 99,99) para todo o terreno. Todos os produtos para chuva foram comprados na Decathlon, a minha loja francesa, sou fã dela desde o tempo que morei na França, uma loja especializada em produtos para viver com a natureza. 

Apesar de minimalista e de propor uma vida simples, não vou acabar com as fábricas e gerar desemprego no mundo e nem exterminar o capitalismo mundial. Vou continuar a adquirir produtos de alta qualidade comprovados e que durem muitos anos. Um esclarecimento aos amantes do capitalismo de alto consumo enrustidos ou não.

Fontes e Imagens: Carlos Pojo Rego e Decathlon

O LIVRO DO MÊS DE AGOSTO: A APANHADOR DO CAMPO DE CENTEIO

Foto de Carlos Pojo Rego

Foi um livro que li a uns 20 anos atrás e resolvi relê-lo. Um dos romances mais revolucionários e importantes do século XX. Está na minha lista dos livros que mais me marcaram. Trata-se do “O Apanhador no Campo de Centeio” (Amazon – R$ 38,70 | Amazon – € 6,99) de J. D. Salinger, escritor norte americano que nasceu em 1919, em Nova York.

O jovem “herói” Holden Caulfield é expulso de mais uma escola. Toma o trem para Nova York, sempre com o seu boné vermelho de caçador, com o dinheiro da venda de uma máquina de escrever.

Salinger conta as peripécias, do Holden, nos três dias de um final de semana de 1949 (ano que eu nasci) na Big Apple (Grande Maçã), apelido da cidade de Nova York. Estes dias e noites foram marcados por confusões, brigas e comoventes encontros com ex-namoradas e visitas à irmã de Holden, a Phoebe, única pessoa que parece entendê-lo.

Muito interessante a crítica ácida da sociedade americana, vista pelos olhos de um adolecente. Um livro que tem muito haver com a minha vida, sempre a buscar a experiência do momento e viver com as minhas limitações e aprender com a vida.

Sempre tive muita dificuldade em compreender o que a sociedade chama de “normal” e isso me fez sentir quase sempre de fora deste sistema. Tentei algumas vezes “investir” na normalidade, mas sempre me foi frustrante e muito chato. Uma merda. Fui professor universitário e trabalhei no serviço público municipal. Mais duas vezes merda. Apenas ganhei como “experiência de vida” a certeza que não queria essa chatice pretensiosa para mim.

Agora, sem mais spoiler, aproveitem e leiam este bom livro.

Fontes e Imagens: Carlos Pojo Rego

AZZURRA: MINHA MOCHILA DE 50 LITROS

Foto de Carlos Pojo Rego

Como falei no última postagem, eu viajo com duas mochilas uma na frente (sobre o peito) com 30 litros e uma nas costas com 50 litros, ambas da marca Quechua compradas na Decathlon. Uso estas 2 mochilas para guardar e transportar meus 50 itens. Hoje vou falar um pouco sobre a mochila de 50 litros, que estive no site (sítio) de Decathlon e não achei mais o meu modelo que comprei há uns 3 anos.

Meu mochilão, o “azzurra” como eu o chamo, é utilizado somente para as minhas roupas e acessórios de vestir quando estou viajando. Está a faltar colocar aquelas cafonas pequenitas bandeiras bordadas, da minha pátria amada brasil, a de gaúcho (que cada ano que passa tenho mais certeza que é um outro país) e a minha “nova” pátria lusitana. E como bem diz Fernando Pessoa “ a minha pátria é a língua portuguesa”.  

A Azzurra tem três repartições, veja o que eu coloco em cada uma delas: Na grande, levo as camisetas, bermudas, calças e suéter. Num saquinho de tela pelo lado de fora, a capa de chuva da mochila. Para os menos informados mochilas também tem capa de chuva. Tellement charmant (que charme). Com acesso pelo lado de fora a azura tem duas repartições com zíper, numa coloco as cuecas, ceroulas (no inverno) e meias. Na outra levo os meus tênis.

Todas as roupas são dobradas ou melhor enroladas e presas com uma liguinha de borracha, aquela que antigamente, quando ainda se usava dinheiro, amarravam os montinhos de notas.

Apesar de maior ela é mais leve do que a mochila de 30 litros que tem todo o equipamento pesado de trabalho, como o notebook por exemplo. Quando estou numa cidade e faço passeios de curta duração, um bate e volta, ou 1 a 3 dias não leva a mochila grande, ela fica na casa em que estou morando no momento. 

Apesar de um certo preconceito com nós, os mochileiros, principalmente nas cidades metidas a de “charme” turísticos. As minhas duas companheiras inseparáveis são fiéis,  lindas e cheias de charme. 

Fontes e Imagens: Carlos Pojo Rego

MINHA MOCHILA DE 30 LITROS

Foto Carlos Pojo Rego

Viajo com duas mochilas uma na frente (sobre o peito) com 30 litros e uma nas costas com 50 litros, ambas da marca Quechua compradas na Decathlon, aquela loja francesa cheia de charme. Uso estas 2 mochilas para guardar e transportar meus 50 itens que uso para viver como Andante Digital. Hoje vou falar sobre a mochila de 30 litros, a “verdinha” como a chamo.

Esta mochila além de usar para viajar entre uma cidade e outra eu a uso  praticamente todos os dias e também para curtos passeios na cidade. Normalmente quando saio com ela na cidade não levo todos os meus itens. Principalmente os de trabalhos, como, o notebook e seus acessórios, utensílios para comer, os documentos, entre outros, eles ficam no quarto que eu alugo. 

A mochila “verdinha” tem seis repartições, veja o que eu coloco em cada uma delas: 

1) Repartição Maior c/ zíper –  Roupas de chuva e para uma emergência:  Capa de chuva tipo poncho, camiseta, cueca, toalha e calção de banho.

Dentro da repartição maior tem várias divisões.

1.1) Bolsa Nabaiji com zíper separada de 3 litros – para guardar material de higiene e saúde: kit corta unha e lixa, máquina de cortar pelos, pasta e escova  de dentes de bambu, caixa e sabonete, caixa e bucha vegetal com tecido, perfume lavanda, remédio contra gripes, borrachinhas p/ notas.

1.2) Bolsa Nabaiji com zíper separada de 7 litros:para guardar equipamento para trabalhar: caixa de som JBL, mouse (rato), porta rato, carregador do notebook, extensão tomada, tecido para limpar o ecrã do notebook; 

1.3) Divisão envelope – Envelopes de documentos, Notebook Dell, livro do mês.
1.4) Bolsa rede com zíper – bateria externa para celular (telemóvel), 

2) Repartição Menor c/ zíper – Os utensílios para comer:
2.1) Bolsa Nabaiji com zíper separada de 3 litros  – Conjunto para comer com garfo, colher, faca e hashi, garrafa d’água de alumínio 0,5 litros, aquecedor elétrico para água, caneca de metal laqueada, marmita de inox pequena;
2.2) Divisão tipo envelope c/ zíper – canivete Suiço, bastão de selfie,
2.3) Divisão tipo rede sem zíper pequena – headphone motorola
2.4) Divisão tipo rede sem zíper maior – carregador de celular (telemóvel)

3) Repartição de baixo c/ zíper – Roupa sujas

4) Repartição tipo bolso c/ zíper – Máscaras descartáveis;
5) Bolsa externa maior rede aberta esquerda – Sandálias (par) de dedo Havaianas;
6) Bolsa externa menor rede aberta direita – Garrafa d’água de alumínio de 0,5 litros

Os itens, equipamentos e utensílios devem ser colocados sempre no mesmo lugar, para criar o hábito e termos muito bem na nossa memória sua localização.

Os insumos que uso para comer, como açúcar mascavo, cacau, sopas desidratadas, leite, eu não são transportados nas mochilas. São utilizados apenas na casa que eu estou morando, assim quando mudo de cidade, não levo mantimentos. Apenas uma pequena matula e água para a viagem.

Na próxima postagem vou falar sobre, como arrumar a mochila de 50 litros.

Fontes e Imagens: Carlos Pojo Rego

ACABEI POR FICAR A MORAR EM SÃO LEOPOLDO

Sem nenhuma conotação pejorativa, “acabei por ficar a morar em São Leopoldo”, por vários motivos estou a morar agora nesta cidade. Sempre gostei de cidades pequenas, com menos de 10.000 habitantes, pois são tranquilas e no caso do sul do Brasil, bem organizadas. As dificuldades que tive para encontrar um lugar barato para morar, queria pagar em torno de 350 reais por mês por um quarto. Estive nas cidades de Picada Café e Morro Reuter, ambas na serra gaúcha e não consegui nenhum quarto.

Acredito que nos contatos que lá tive, senti uma certa desconfiança pelo fato de ser “de fora” e um certo preconceito com um jornalista (repórter fotográfico) sem emprego na cidade. Talvez se tivesse um emprego por aqui, seria mais fácil conseguir um alojamento.

Já em São Leopoldo (238.648 habitantes), apesar de ser uma de tamanho médio para o Brasil, eu tive a facilidade de ter amigos na cidade, acabei muito confortavelmente instalado na linda casa dos meus amigos Liane e Chico e da filha deles, Vitória. Esses amigos eu os conheci nas praias da Armação dos Búzios, no estado do Rio de Janeiro, a uns 30 e tantos anos atrás.

Devo ficar por aqui uns três meses, mas vou subir e descer a serra várias vezes para conhecer e aproveitar estas terras maravilhosas, que apesar de gaúcho, me apaixonei recentemente pelas suas lindas cores (quatro estações do ano), seus sabores e suas falas (com sotaque alemão e italiano).

A próxima cidade que gostaria de morar é Chuí (6.320 habitantes), o município brasileiro mais mais meridional do Brasil, no extremo sul do estado do Rio Grande do Sul. Faz fronteira com a cidade de Chuy, no Uruguai. Adoro o Uruguai, um lindo pequeno pais e onde vive, meu “heroi”, o ex-presidente José “Pepe” Mogica. Um ser humno muiti raro.

Sem dúvida, devo me preparar com mais informações e fazer alguns contatos com seus moradores, mesmo que virtuais, para comseguir um lugar para ficar com preço acessível. Principalmente para os “pobres” aposentados brasileiros pelo INSS. Para isso vou contar muito com o pai dos burros, o “velho” Google.

Tem uma frase no filme Hair (1979) do grande diretor, Miloš Forman, quando o pai fala para o filho que está indo a Nova York se alistar para a guerra do Vietnã – “Não se preocupe, só as pessoas espertas que devem se preocupar, pois Deus toma conta dos bobos”. Portanto, sem dúvida, não devo me preocupar …

Fontes e textos: Carlos Pojo Rego

TROCAR CARRO A COMBUSTÍVEL FÓSSIL POR ELÉTRICO, NÃO RESOLVE O PROBLEMA DAS CIDADES.

Foto de Renz Macorol no Pexels

Eu não tenho carro, mas sei, se vier a comprar um, ele sem dúvida seria elétrico. Sei que o elétrico é muito menos poluente, apesar de ainda não termos resolvido de maneira satisfatória o descarte das baterias. Assim temos de pensar em diminuir o número de carros individuais nas cidades, e somente esta seria uma solução para as cidades povoadas de carros por todos os lugares. Muitas vezes, ao tirar o lugar de agradáveis passeios à pé e um simples descansar num banco na rua …

Para isso temos de abrir espaço para o transporte coletivo de superfície, mais barato e cada ônibus ou carril tira dezenas a centenas de carros e carrinhas das nossas ruas. Mas para isso, cabe ao governo estabelecer políticas públicas que priorizem os ônibus elétricos no transporte público sobre os veículos individuais.

A ideia é atrair as pessoas para o transporte coletivo público, com veículos limpos, silenciosos, confortáveis, seguros e não poluentes (elétricos). Temos de tirar os carros das nossas ruas.

Eu faço a minha parte, ando sempre de ônibus, metro ou trem. Agora estou indo a um passeio nos cânions da Serra Gaúcha e poderia ter alugado um carro, mas optei pelo ônibus.

Fontes e Imagens: Carlos Pojo Rego e Pexels

ANDANTE DIGITAL A MINHA VERSÃO DO “NOMADLAND”

Falando novamente sobre o livro Nomadland (Amazon por R$41,90 + frete), que eu estou lendo, o filme como mesmo nome, foi baseado nele e conta a saga de americanos que vagam pelos Estados Unidos em velhas vans, pipocando de cidade em cidade a busca de empregos temporários para completar suas insuficientes ou até nenhuma aposentadorias.

Resultado de uma América doente, gananciosa e injusta. Por aqui no Brasil, em nada diferente da realidade que o filme relata, eu decidi, viver a minha versão da Nomadland. Com minha pequena aposentadoria que me sobra R $1.300,00 (€210), depois de pagar os meus empréstimos consignados, vou viver como um nômade moderno, mas, infelizmente ainda, sem as velhas Vans dormitório americanas. A andar e viajar de ônibus, morando em quartos alugados em casas de famílias e permanecendo em pequenas cidades (Morro Reuter, Picada Café) e às vezes por necessidade em médias cidades (São Leopoldo) pelo Brasil.  Mas, sempre fugindo das grandes cidades. No ano que vem (2022), se tudo correr bem com a minha nacionalidade portuguesa, também, vou ser um nômade digital no meu Portugal querido.

Adoro a leitura e vou utilizá-la como a minha principal forma de continuar a minha educação. Manter-me informado e resistente a esta sociedade brasileira que infelizmente também está muito doente. 

Esta semana, numa praça no centro de São Leopoldo, Rio Grande do Sul, passei horas me deliciando com o passar das páginas desta realidade que as letras mostram da vida dos sobreviventes do falso sonho americano acordados em pleno século XXI.

Uma lista, não finalizada, em ordem alfabética dos livros que eu acho que todos deveriam ler, que vou reler um por mês (- mês/ano):
1) “Admiravel Mundo Novo” por Aldous Huxley (1894/1963)
2) “Banquete” por Platão (347 a.C.‎/‎427 a.C.)
3) “Cem Anos de Solidão” por Gabriel García Márquez (1927/2014)
4) “Crime e Castigo” por Fiódor Dostoiévski (????/1881)
5) “Demian” por Hermann Hesse (1877/1962)
6) “Dom Casmurro” por Machado de Assis (1839/1908)
7) “Dom Quixote de la Mancha” por Miguel de Cervantes (1547/1616)
8) “Ensaio Sobre a Cegueira” por José Saramago (1922/2010)
9) “Grande Sertão: Veredas” por João Guimarães Rosa (1908/1967)
10) “Hamlet” por Willian Shakespeare (1564/1616)
11) “Mrs. Dalloway” por Virginia Woolf
12) “Nomadland” por Jessica Bruder (????/ ) – julho/2021
13) “Morte em Veneza” por Thomas Mann
14) “O Processo” por Franz Kafka
15) “O Apanhador no Campo de Centeio” por J.D. Salinger (1919/2010) – agosto/2021
16) “On the road: Pé na Estrada” por Jack Kerouac
17) “O Sol é para Todos” por Harper Lee
18) “1984” por George Orwell (
19) “Você fica tão sozinho às vezes que até faz sentido” por Charles Bukowski











Fontes e Imagens: Carlos Pojo Rego