AGORA TENHO CARTÃO PARA VIAJAR DE GRAÇA DE TREM, METRÔ E ÔNIBUS

Fazia muito tempo que não sentia assim, parecia meu primeiro filme proibido para 18 anos que eu entrei, com cara de 14, mas com minha identidade de maior de idade. Foi o máximo. Ontem (19/07/2021) fui pegar em Canoas, no balcão da Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A. (Trensurb), a minha carteira de Isenção no Sistema Integrado Metropolitano (SIM). 

Me senti novamente com 18 anos … Agora viajo de graça no trem (Porto Alegre a Novo Hamburgo), metrô e ônibus em Porto Alegre. Viva os meus 71 anos. Um direito dos cidadãos a partir dos 65 anos. Como estou morando em São Leopoldo, a 40 km de Porto Alegre ou POA como alguns gaúchos a chamam. Posso ir ao teatro, no cinema (que já está funcionando mesmo com a pandemia), uma exposição (Casa de Cultura Mario Quintana), comprar um livro raro nos ótimos livrarias e sebos (Martins Livreiro entre outros) e também dar uns passeios à pé ou de patinete ou trotinete (Portugal) elétrica de aluguel (FlipOn) na beira do Parque Urbano da Orla do Rio Guaíba e ver de perto ou melhor por fora o Gasómetro (fechado para reforma) e ver o famoso pôr do sol no Guaíba, tomando pelo menos 1 chope, mas de preferência 2 chopes, um para você e o outro para um amor.

Depois é só voltar para casa, sem antes passar no lindo Mercado Municipal de Porto Alegre (1869) se tiver tempo e dinheiro extra na carteira pode ir ao restaurante mais antigo do Rio Grande do Sul, onde ia almoçar com meu Avô Pojo ainda criança, o Restaurante Gambrinus, fundado em 1889. Sempre lembrando que o último metrô e trem partem de volta para casa às 23h20.

Uma boa viagem de volta para a minha casa …

Fontes e Imagens: Carlos Pojo Rego

ACABEI POR FICAR A MORAR EM SÃO LEOPOLDO

Sem nenhuma conotação pejorativa, “acabei por ficar a morar em São Leopoldo”, por vários motivos estou a morar agora nesta cidade. Sempre gostei de cidades pequenas, com menos de 10.000 habitantes, pois são tranquilas e no caso do sul do Brasil, bem organizadas. As dificuldades que tive para encontrar um lugar barato para morar, queria pagar em torno de 350 reais por mês por um quarto. Estive nas cidades de Picada Café e Morro Reuter, ambas na serra gaúcha e não consegui nenhum quarto.

Acredito que nos contatos que lá tive, senti uma certa desconfiança pelo fato de ser “de fora” e um certo preconceito com um jornalista (repórter fotográfico) sem emprego na cidade. Talvez se tivesse um emprego por aqui, seria mais fácil conseguir um alojamento.

Já em São Leopoldo (238.648 habitantes), apesar de ser uma de tamanho médio para o Brasil, eu tive a facilidade de ter amigos na cidade, acabei muito confortavelmente instalado na linda casa dos meus amigos Liane e Chico e da filha deles, Vitória. Esses amigos eu os conheci nas praias da Armação dos Búzios, no estado do Rio de Janeiro, a uns 30 e tantos anos atrás.

Devo ficar por aqui uns três meses, mas vou subir e descer a serra várias vezes para conhecer e aproveitar estas terras maravilhosas, que apesar de gaúcho, me apaixonei recentemente pelas suas lindas cores (quatro estações do ano), seus sabores e suas falas (com sotaque alemão e italiano).

A próxima cidade que gostaria de morar é Chuí (6.320 habitantes), o município brasileiro mais mais meridional do Brasil, no extremo sul do estado do Rio Grande do Sul. Faz fronteira com a cidade de Chuy, no Uruguai. Adoro o Uruguai, um lindo pequeno pais e onde vive, meu “heroi”, o ex-presidente José “Pepe” Mogica. Um ser humno muiti raro.

Sem dúvida, devo me preparar com mais informações e fazer alguns contatos com seus moradores, mesmo que virtuais, para comseguir um lugar para ficar com preço acessível. Principalmente para os “pobres” aposentados brasileiros pelo INSS. Para isso vou contar muito com o pai dos burros, o “velho” Google.

Tem uma frase no filme Hair (1979) do grande diretor, Miloš Forman, quando o pai fala para o filho que está indo a Nova York se alistar para a guerra do Vietnã – “Não se preocupe, só as pessoas espertas que devem se preocupar, pois Deus toma conta dos bobos”. Portanto, sem dúvida, não devo me preocupar …

Fontes e textos: Carlos Pojo Rego

COMO É DIFÍCIL VIAJAR NO BRASIL

Estou querendo ir a dois lugares: um no Rio Grande do Sul e outro em Santa Catarina. O primeiro é Cambará do Sul para conhecer o Cânion de Itaimbezinho, no Parque Nacional de Aparados da Serra, e outro é ver os saltos gigantes  das encantadoras baleias Franca nos seus rituais de acasalamento. Em Garopaba, um dos melhores lugares para avistá-las.

As baleias ficam para o mês que vem. Nesse mês vou para os paredões verticais de Itaimbezinho com seus 700 metros de profundidade. Como não tenho mais carro, faço minhas viagens de ônibus. Pela pandemia ou não, os horários de ônibus são poucos e desencontrados, praticamente impossibilitando viajar os 163 km entre São Leopoldo, que eu estou, até Cambará do Sul em um único dia. Fiz várias pesquisas no Google e não consegui fechar o roteiro. 

Uma opção era alugar um carro em São Leopoldo e viajar para o cânion. Consegui uma empresa que alugaria por duas diárias (24 horas), seguro, quilômetros rodados, seguro e combustível por R $435,00. Mais as refeições e hospedagens totalizam R $620,00.

Outra seria ir através de uma agência de viagem, o primeiro orçamento foi R $750,00 mais a hospedagem de dois dias. Muito caro para o meu orçamento. Vou continuar procurando para poder ir a um lugar tão bonito. Ou vou de ônibus até São Francisco de Paula e de lá vou, “ainda não sei como”, para o meu passeio.

O turismo no Brasil é uma grande tragédia. Sem dúvida é por isso que só temos 6,3 milhões de turistas estrangeiro por ano, só a cidade de Buenos Aires na Argentina tem como visitantes a metade do número de turistas que vêm para todo o Brasil. Muito triste.

Opá … parece que tem novidades. Através de uma dica da Victória, a bonita filha dos meus amigos Liane e Chico. Ela me falou numa agência, a Triptri de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, que fazia o roteiro que eu queria, em grupo, tipo bate e volta, 1 dia para ver o cânion. Bem, entrei no site e pimba – o ônibus passa por São Leopoldo, me pega num posto de gasolina e eu pago R $89,90, já comprei uma para o dia 24/07, sábado.

Acho que vi uma fraca luz no final do túnel. Sou um eterno otimista …

Fontes e Imagens: Carlos Pojo Rego

ANDANTE DIGITAL – UMA OUTRA OPÇÃO, MORAR EM MORRO REUTER

Sábado cedo, às sete horas da manhã, peguei o ônibus para Morro Reuter, RS, a sair da rodoviária de São Leopoldo. Fica a pouco menos de 31 km, em apenas 35 minutos estava a praça da cidade. Um município com as características que eu busco para morar, pequeno, uma população estimada em 2020 (IBGE) de 6.513 pessoas, com 70% na zona urbana.

A cidade é uma graça, limpa e organizada, com um pequeno comércio que fecha na hora do almoço, entre as 12h00 e 13h30 de segunda a sexta. Tem um mini banco do Bradesco e uma máquina como a de passar cartão, em uma florista, que tira dinheiro do Banco do Brasil. Agência de banco mesmo só o Banrisul.

Foi com uma dica do meu amigo Chico, sobre a pessoa que tinha um lugar para alugar. Quando cheguei me deparei com uma linda casinha completa, cheia de móveis antigos, livros, quadros, com lavanderia, cozinha, sala, quarto e banheiro. E para o frio no inverno, mesmo no começo da Serra Gaúcha (600 metros), tem um ótimo sistema de calefação.

Gostei muito da casinha, mas a senhora não tinha ainda o preço por mês, estava sendo alugada por diárias no aplicativo Airbnb. Mas o mais incrível é a disposição, lucidez do casal proprietário,  ele médico pediatra com 94 anos e ela “elétrica”, professora universitária com apenas 90 anos. 

Para mim a casinha é perfeita, tem internet e fica num morro, distante uns 2 km do centro da cidade. Está numa floresta com muitas araucárias, aqueles pinheiros típicos da região, mais uma linda vista de várias cidades no horizonte, Dois Irmãos, Novo Hamburgo, São Leopoldo e que vai até Porto Alegre, que fica a 65 km da casa.  

Fico no aguardo do valor do aluguel para pegar as minhas duas mochilas e ser morroreutense. Dei mais um passo para “virar” gaúcho de vez, comprei um chip 51 para o meu celular (telemóvel). Mas bá tchê…

Fontes e Imagens: Carlos Pojo Rego

ANDANTE DIGITAL – BUSCANDO UMA CIDADE PARA MORAR

Na quinta-feira, estive o dia todo em Picada Café no Rio Grande do Sul, estava a procurar uma cidade na serra Gaúcha, para ser a primeira parada deste nômade digital. Estive com algumas pessoas que me deram dicas para encontrar o meu “lar” temporário. No posto de combustível da gaúcha Ipiranga, Fiquei concentrado na aula de inglês, com dois dos meus seis filhos via internet, éramos três pessoas, uma filha na Suíça, um filho em Brasília e eu em Picada Café, distantes entre si por milhares de quilômetros, mas o fato estarmos naquele bate papo tão gostoso, mostra uma realidade que ainda me surpreende. Viva a tecnologia do bem. Depois fiquei a perguntar se alguém conhecia pessoas que alugavam quartos ou kitnet na cidade.

Indicado pelo senhor com cara de italiano, num mundo onde só se vê caras de alemães, acabei chegando a uma antiga casa no centro da cidade. Lá falei com uma senhora, que aparentava uns 90 anos, ela me disse que todos os dois quartos estavam alugados. A idosa e mais uma senhora mais jovem acompanhada por sua inseparável vassoura preste a começar a limpeza do chão, mas, que durante todo o tempo que lá estive, nunca aconteceu, A senhora com sua vassoura é que comandava o “inquérito” sobre o que eu ia fazer em Picada, para quem eu trabalhava, quanto tempo eu ia ficar, de onde eu vim, etc e tal. Isso felizmente não durou muito tempo, elas sugeriram ir à única pousada da cidade na beira da estrada para Gramado. Nem fui à pousada, pois já a conhecia, e sua diária estava fora do meu orçamento de moradia temporária. Fiquei sem teto…

Voltei, de ônibus, para São Leopoldo, para a casa dos meus amigos. Amanhã volto a procurar um lugar para morar, vai ser numa cidade próxima, Morro Reuter. Através da prima de um amigo meu Leopoldense, encontrei um contato para uma kitnet. Vamos lá …