VOLTAR PARA O CAMPO

Foto: Jasmin Chew no Pexels

O fenômeno mundial de uma utopia urgente de voltar para o campo. Deixar as grandes e médias cidades com a complexidade urbana e viver na zona rural.

Com a pandemia e a recomendação da adesão ao home office para todos os setores, com uma grande percentual que querem evitar de voltar para os escritórios, também cresceu o número de pessoas que fugiram para o meio do mato.

Este êxodo urbano tem na Espanha e em grande parte do mundo moderno uma participação de muitas famílias levando em conta a felicidade descrita por aqueles que puderam viver esta transformação. 

Na Espanha, várias prefeituras de pequenos municípios aproveitam a oportunidade para tentar a atrair população jovem com boa Internet; há também dados que apontam, no país europeu, o aumento da procura de casas em municípios espanhóis com menos de 5.000 habitantes, como mostra o site Idealista (14,8% do total em novembro contra 10,1% em janeiro de 2020); e o total de pedidos registrados pelo Projeto Arraigo para se mudar a um povoado: 2.000 em 10 meses, o mesmo que nos quatro anos anteriores, quando foi criada a iniciativa de ajuda à repovoação.

Há vários fatores que justificam a fuga para o campo. Mais contato com a natureza, menos contato com os problemas das grandes cidades (mais caras, mais desiguais, mais saturadas), deixar o vício dos celulares e toda essa convulsão existencial que vem sendo o século XXI e que deixa o ser humano sem poder respirar. 

Fontes e Imagens: El país

ALEMANHA ELEGE O TURISMO “SLOW TRAVEL”

A pandemia acelerou algumas mudanças no mundo, uma delas, sem dúvida foi no turismo, todos pedem ar livre, localidades afastadas das massas, alojamentos rurais, natureza. O Slow Travel veio para ficar.

A Alemanha pôs-se na dianteira e entrou de cabeça no slow travel. com turismo sustentável, o aprofundando na cultura local e o sentir-se bem (feel good). Que é como quem diz: em segurança. Com a perfeita consciência de que a promoção só trará frutos a prazo num destino que era o nono mundial (com quase 90 milhões de dormidas) antes da pandemia e que já tem a funcionar o passaporte digital que abre o caminho a quem tenha tido covid, esteja a totalmente vacinado ou apresente um teste negativo.

Não obstante, o país tem o trabalho feito para arrancar com a sustentabilidade. Porque, lembrou, sustentabilidade faz parte da vida dos alemães há anos.

A Alemanha propõe ao turista conhecer “sítios inesperados”, fora dos circuitos batidos mas carregados de cultura, tradição, gastronomia com  cerveja, claro, natureza intacta e propostas de atividades ao ar livre. Arquitetura preservada longe dos centros, arte de padaria medieval, porcelana artesanal, agricultura biológica, rios, lagos e praias. “Bem, um diferente tipo de praia.”

Um bom exemplo disso é uma aldeia totalmente biológica a Schmilka na Saxónia. Com um lindo moinho de 1665, que ainda produz farinha para a padaria local, as casas são em enxaimel, a gastronomia é com produtos locais e a cerveja é artesanal. 

A proposta agora é para desacelerar, e parece que veio para ficar, mesmo depois da pandemia.

Fontes e Imagens: Volta ao mundo