MINI CASAS SUSTENTÁVEIS

 Morar sempre dentro do conceito minimalista. Três opções: barraca, quarto e casas pequenas com poucos móveis e objetos, bem no estilo japonês. Não esquecer da ótima opção de viver no motorhome ou em um trailer. Casas sobre rodas. 

Objetos com alma e de preferência com a sua história, não apenas estar lá para decorar. Práticos e funcionais, como os projectos da escola alemã de design e arquitetura, a famosa Bauhaus, dos anos 30. Qualidade e não quantidade.

Armários sem portas. Ambientes que se transformam com dupla função, quarto e sala, escritório e quarto de hóspede, cozinha e lavandeira. 

Locais específicos para guardar os equipamentos e objetos da casa. em todos os ambientes da casa. 

Equipamentos modernos e antigos em convivência pacífica e harmoniosa. Filtro de barro, robot de limpeza, moinho manual de moer café, máquina automática para fazer pão.

Casas sustentáveis, a buscar a autossuficiência energética. Placas térmicas (água quente), placas fotovoltaicas (geração de energia elétrica), reuso da água servida e da chuva, lâmpadas de led. Fogão elétrico indutor, forno elétrico, geladeira e máquina de lavar roupa de baixo consumo.

Jardim comestível no terreno para produzir; temperos, legumes, grãos, frutas, ovos, mel e muito mais.

Para que tudo isso seja possível é necessário pensar no projeto da sua casa seja alinhado com estas proposta.

As outras opções citadas acima (barraca, trailer, motorhome, quarto) vamos falar em postagem futuras. 

Fontes e imagens: Carlos Pojo Rego, Pexels

A KOMBI QUE VIRA CASA

Um projecto da Brazil Kombi, empresa que trabalha com a restauração e transformação em motorhome dos modelos da Volkswagen.

Ela conta com cama, mesa de centro, pia e televisão. Mesmo com estas alterações, a parte estrutural é praticamente a mesma.

A primeira Kombi customizada foi comercializada por 22 mil euros (R$ 143 mil aproximadamente). A empresa, infelizmente tem foco na exportação, pois com câmbio do euros (R$ 6,50), fica muito caro para nós tupiniquins.

Sem dúvida é um projecto giro e o aproveitamento interno bem interessante.

Fontes e imagens: Motor Show

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A TERCEIRA MANEIRA DE VIVER COMO ANDANTE DIGITAL

Foto de Matthew DeVries no Pexels

A terceira maneira é em uma casa com rodas, uma van ou motorhome, serve para todas categorias e idades de pessoas; solteiros, casados, com ou sem filhos (idade escolar ou não). Está, sem dúvida, que proporciona a maior mobilidade,principalmente para quem trabalha online. Os casais com filhos em idade escolar, têm que providenciar uma solução com ensino a distância.

Todas as três etapas com pequenos ajustes servem para todos em qualquer idade. Faço a primeira etapa e tenho 72 anos de idade.

VIAJAR SOZINHA NA AMÉRICA DO SUL, COM 80 ANOS

Hoje vejo como iria facilitar para um nômade digital “levar” a sua própria casa, como o caracol. Os aluguéis por temporada nas pequenas cidades são muito caros e imóveis para alugar por mais tempo, mínimo seis meses, tem várias garantias. Sobram os quartos em casas de família, cada vez mais raros hoje em dia. Além do fato que tu és, sempre olhado como um aventureiro pelos habitantes locais. 

Estou vivendo esta experiência com 71 anos. Adorei essa bisavó argentina, Sara Vallejos, que começou a sua “aventura” com 80 anos e, ao longo desses dois anos, já rodou quase 100 mil quilômetros.

Sara vendeu sua casa e seu carro e comprou um motorhome para realizar o sonho de viajar pela América do Sul por terra, sem destino pelo continente e sozinha. Até os seus 44 anos fez tudo igual à maioria das mulheres da sua época, casou  jovem, teve três filhos, cuidou deles e do marido, educou, cozinhou e passou suas roupas. Mas os filhos cresceram,  foram para a universidade e depois de 45 anos casados ela se separou. Ficou sozinha.

Sara foi à luta, se formou na faculdade em inglês, arrumou um emprego como professora na província de Tucumán. Aposentou em 2012, a partir daí, ela fez de tudo: viajou, montou um restaurante em sua casa, uma livraria móvel e delivery de comidas.

Depois disso, surgiu a ideia de viajar pela América do Sul de motorhome. A expedição começou pelo Uruguai e depois Sara veio para o Brasil, percorreu de ponta a ponta. Na maioria do tempo ela viaja sozinha, mas busca amigos e caronas pelo caminho.  Mas não cede o volante a ninguém.

Sara aprendeu a viver de forma simples e desapegada de bens materiais porque no motorhome só cabe o necessário, nada extra.
Fontes e Imagens: Infobae, Esse mundo é nosso