EDUCAR-SE PARA VIVER SIMPLES

Educar é a transformação que muito precisam para ter uma vida simples e sustentável. Como bem disse o gênio, Leonardo Da Vinci, trata-se de uma proposta de viver dentro de uma sofisticação intelectual encantadora e não de forma simplória e comum. 

Ética, beleza, harmonia e cultura são parâmetros desta vida. A simplicidade de um nascer do sol, um passeio na praia, uma escultura naif e um bom livro são bons exemplos de consumo desejado.

Hoje tornou-se fácil a busca do conhecimento, com milhares de opções na internet, mas sem esquecer da experiência do saber local. Aquele que sempre esteve na sua casa, no seu bairro, na sua cidade e no seu país. Visite e conheça tudo na sua redondeza. Comece a pé de seu bairro. Veja os artesões, os artistas populares, fotógrafos, músicos, escritores. Se surpreenda com a diversidade de conhecimento que estão a poucos metros de voce. Depois parta para mais longe …  

Crie hábitos, seja turista no seu bairro andando a pé e leia um livro por mês. Comece com poucas coisas essas duas são um bom começo.

Não perca nenhum espetáculo gratuito na sua cidade, experimente, arrisque, busque coisas novas. Vá ser feliz.

Fontes e imagens: Carlos Pojo Rego, Pexels 

ESTAMOS CRIANDO IMBECIS DIGITAIS

Michel Desmurget, especializado em neurociência cognitiva e diretor de pesquisa do Instituto Nacional de Saúde da França, escreveu vários livros sobre o tema do mundo digital e como elas afetam o desempenho cognitivo na infância e na adolescência. Desmurget  acaba de publicar mais um livro, A Fábrica de Cretinos Digitais: Os perigos das telas para nossas crianças” (Amazon – R $64,90), com este tema.

“Simplesmente não há desculpa para o que estamos fazendo com nossos filhos e como estamos colocando em risco seu futuro e desenvolvimento”. Muito triste ver o desenvolvimento de nossos filhos destruídos desta maneira. Incrível, que os gurus digitais criam seus filhos fora das telas (ecrãs),  como Bill Gates, criador da Microsoft, e Steve Jobs, criador da Apple, “têm especial cuidado em proteger seus filhos dos produtos que eles nos vendem”, disse Desmurget.

E completa: “A orgia digital atual está arrasando as bases mais essenciais de nossa humanidade: a linguagem, a concentração, a capacidade de memória, a criatividade, a cultura (no sentido de um corpo de conhecimento que permite compreender e pensar o mundo). Você tem razão, isso me irrita profundamente”.

Desmunget fala sobre a proposta de substituir o professor pelo digital:”O software de aprendizagem é melhor do que nada, mas é infinitamente pior que um professor competente. A tecnologia digital parece ser uma necessidade orçamentária, mas seria desejável que isso fosse dito com clareza, sem tentar fazer passar esta renúncia educacional como progresso educacional”.

As evidências, ele aponta, estão aí, diante de todos: “Já há um tempo que os testes de QI têm apontado que as novas gerações são menos inteligentes que as anteriores”.

Fontes e Imagens: Portal Raízes, El País