EDUCAR-SE PARA VIVER SIMPLES

Educar é a transformação que muito precisam para ter uma vida simples e sustentável. Como bem disse o gênio, Leonardo Da Vinci, trata-se de uma proposta de viver dentro de uma sofisticação intelectual encantadora e não de forma simplória e comum. 

Ética, beleza, harmonia e cultura são parâmetros desta vida. A simplicidade de um nascer do sol, um passeio na praia, uma escultura naif e um bom livro são bons exemplos de consumo desejado.

Hoje tornou-se fácil a busca do conhecimento, com milhares de opções na internet, mas sem esquecer da experiência do saber local. Aquele que sempre esteve na sua casa, no seu bairro, na sua cidade e no seu país. Visite e conheça tudo na sua redondeza. Comece a pé de seu bairro. Veja os artesões, os artistas populares, fotógrafos, músicos, escritores. Se surpreenda com a diversidade de conhecimento que estão a poucos metros de voce. Depois parta para mais longe …  

Crie hábitos, seja turista no seu bairro andando a pé e leia um livro por mês. Comece com poucas coisas essas duas são um bom começo.

Não perca nenhum espetáculo gratuito na sua cidade, experimente, arrisque, busque coisas novas. Vá ser feliz.

Fontes e imagens: Carlos Pojo Rego, Pexels 

MON ONCLE: UM DOS MEUS FILMES PREFERIDO.

A mais de 50 anos eu assisti este clássico do cinema mundial do diretor, roteirista, ator e algumas “coisitas” a mais Jacques Tati.Mon Oncle”, um filme francês de 1958, colorido, resume muito bem a arquitetura e a cidade de meados do século XX, pelo menos em ambas extremidades mais reconhecíveis. O filme de Jacques Tati mostra o contraste entre dois mundos, o moderno, exagerado por um otimismo futurista, e o tradicional, representado pelo bairro antigo e popular de um dos arrondissement de Paris. Estes dois mundos são representados no filme de Tati, o elo de  ligação entre esses dois mundos completamente diferentes, é uma criança, um dos personagens mais interessantes. O tio da criança, Monsieur Hulot, que vive na parte antiga da cidade e a irmã de Hulot, mãe da criança, é casado com Arpel, um fabricante de plásticos de sucesso, que vive no bairro da moda, em uma casa moderna e tem uma família moderna. 

Enquanto a “eficiência” parece ser a palavra que expressa a casa moderna, com seus aparelhos eletrônicos  controlados à distância e os eletrodomésticos onipresentes na vida familiar; é a “ineficiência”, a que é retratada no bairro antigo, onde ninguém parece fazer o que deve fazer: o verdureiro vende numa  mesa de um bar a  50 metros da verdureira, o varredor não varre, etc. 

Cada vez mais que eu vivo, mais tenho certeza, que para mim a maneira de viver tem que ter mais “ineficiência” do antigo e menos “eficiência” do moderno, apenas umas pinceladas bem dosadas. E, vamos em busca da felicidade!

Fontes e Imagens: Archdaily

AGORA TENHO CARTÃO PARA VIAJAR DE GRAÇA DE TREM, METRÔ E ÔNIBUS

Fazia muito tempo que não sentia assim, parecia meu primeiro filme proibido para 18 anos que eu entrei, com cara de 14, mas com minha identidade de maior de idade. Foi o máximo. Ontem (19/07/2021) fui pegar em Canoas, no balcão da Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A. (Trensurb), a minha carteira de Isenção no Sistema Integrado Metropolitano (SIM). 

Me senti novamente com 18 anos … Agora viajo de graça no trem (Porto Alegre a Novo Hamburgo), metrô e ônibus em Porto Alegre. Viva os meus 71 anos. Um direito dos cidadãos a partir dos 65 anos. Como estou morando em São Leopoldo, a 40 km de Porto Alegre ou POA como alguns gaúchos a chamam. Posso ir ao teatro, no cinema (que já está funcionando mesmo com a pandemia), uma exposição (Casa de Cultura Mario Quintana), comprar um livro raro nos ótimos livrarias e sebos (Martins Livreiro entre outros) e também dar uns passeios à pé ou de patinete ou trotinete (Portugal) elétrica de aluguel (FlipOn) na beira do Parque Urbano da Orla do Rio Guaíba e ver de perto ou melhor por fora o Gasómetro (fechado para reforma) e ver o famoso pôr do sol no Guaíba, tomando pelo menos 1 chope, mas de preferência 2 chopes, um para você e o outro para um amor.

Depois é só voltar para casa, sem antes passar no lindo Mercado Municipal de Porto Alegre (1869) se tiver tempo e dinheiro extra na carteira pode ir ao restaurante mais antigo do Rio Grande do Sul, onde ia almoçar com meu Avô Pojo ainda criança, o Restaurante Gambrinus, fundado em 1889. Sempre lembrando que o último metrô e trem partem de volta para casa às 23h20.

Uma boa viagem de volta para a minha casa …

Fontes e Imagens: Carlos Pojo Rego

NOMADLAND: “A PANDEMIA LEVARÁ MAIS GENTE A VIVER EM VANS”

A jornalista norte-americana Jessica Bruder colocou o um velho carro (van) de 1995, na estrada em 2014, para investigar uma realidade da sociedade, uma das mais ricas do mundo, a americana – por que pessoas idosas não conseguiam se aposentar no país percorrendo o país atrás de trabalhos temporários e vivendo em vans. 

Para escrever uma reportagem para a revista Harper’s, ela dormiu numa barraca e fez entrevistas com pessoas nômades. Essa reportagem, logo depois viraria o projeto de um livro. “Nomadland – Sobrevivendo na América no Século XXI” conta a história desses nômades que a autora conheceu na estrada. 

Durante três anos, Bruder percorreu 24 mil quilômetros, viajando de costa a costa e da fronteira do Canadá até o México. Na estrada, conheceu nômades da terceira idade sem emprego ou aposentadoria, a maioria mulheres, vítimas da crise econômica de 2008 que atingiu fortemente os EUA e fez com que muitas pessoas também perdessem suas casas, além do trabalho. Na realidade, durante estes três anos não ficou direto na van, ela ia e voltava para Nova York.

Foi o livro que originou o filme de longa metragem, de mesmo nome, que ganhou três Oscars em 2021: como melhor filme, Nomadland, também pela direção de  Chloé Zhao, é a segunda mulher a ganhar a estatueta na categoria e a primeira de origem asiática e a melhor atriz para Frances McDormand.

Fontes e Imagens: Universa