EDUCAR-SE – NECESSÁRIO PARA VIVER SIMPLES

Educar é a transformação que muito precisam para ter uma vida simples e sustentável. Como bem disse o gênio, Leonardo Da Vinci, trata-se de uma proposta de viver dentro de uma sofisticação intelectual encantadora e não de forma simplória e comum. 

Ética, beleza, harmonia e cultura são parâmetros desta vida. A simplicidade de um nascer do sol, um passeio na praia, uma escultura naif e um bom livro são bons exemplos de consumo desejado.

Hoje tornou-se fácil a busca do conhecimento, com milhares de opções na internet, mas sem esquecer da experiência do saber local. Aquele que sempre esteve na sua casa, no seu bairro, na sua cidade e no seu país. Visite e conheça tudo na sua redondeza. Comece a pé de seu bairro. Veja os artesões, os artistas populares, fotógrafos, músicos, escritores. Se surpreenda com a diversidade de conhecimento que estão a poucos metros de voce. Depois parta para mais longe …  

Crie hábitos, seja turista no seu bairro andando a pé e leia um livro por mês. Comece com poucas coisas essas duas são um bom começo.

Não perca nenhum espetáculo gratuito na sua cidade, experimente, arrisque, busque coisas novas. Vá ser feliz.

Fontes e imagens: Carlos Pojo Rego, Pexels 

A METAMORFOSE DE FRANZ KAFRA

A Metamorfose (Amazon R$ 22,89) é a mais célebre livro de Franz Kafka, escrito em 1912 em apenas 20 dias e publicado em 1915, e uma das mais importantes de toda a história da literatura.

O texto coloca o leitor diante de um caixeiro-viajante, Gregor Samsa, que acorda transformado em inseto monstruoso. A história é narrada com um realismo inesperado que associa o inverossímil e o senso de humor ao que é trágico, grotesco e cruel na condição humana.

Bem no estilo transparente e perfeito desse mestre inconfundível da ficção universal. Um clássico que li, há muitos anos atrás e sem dúvida nenhuma é leitura obrigatória para todos os iniciantes e para os “ratos de bibliotecas” lerem novamente.

Fontes e imagens: Amazon

NOVO ATALHO NO WHATSAPP

NOVA FUNÇÃO DO WHATSAPP

O novo serviço do WhatApp possibilita criar atalhos na área de trabalho do celular com sistema operacional Android, para usuários que costumam conversar com frequência com as mesmas pessoas terem acesso a janela da conversa de forma mais rápida.

Com este atalho, basta clicar no símbolo do grupo ou do perfil pessoal do contato na tela principal do aparelho que a conversa será imediatamente aberta.

Para instalar o atalho entre na janela e procure os três pontinhos que ficam localizados no canto superior direito da conversa e siga as instruções.

Fontes e imagens: NoticiasConcursos

A PSICOLOGIA DA OBEDIÊNCIA E A VIRTUDE DA DESOBEDIÊNCIA

Foto de Rachel Claire no Pexels

“A única obrigação que tenho o direito de assumir é fazer, a qualquer momento, o que acho certo. ” Henry David Thoreau coloca muito bem, no seu livro Desobediência Civil (Amazon – R$ 16,90), escrito em 1849, logo depois de ser preso por não pagar seus impostos, por que eles financiavam a guerra com o México.

Na esfera privada, é normal que as pessoas usem sua consciência para avaliar a moralidade de uma ação, mas quando se trata da esfera governamental, obediência inquestionável, com muito pouca atenção quanto ao que está certo ou errado na ação.

A psicologia da obediência presta especial atenção ao motivo pelo qual as pessoas obedecem àquelas que estão no poder, mesmo que isso signifique realizar ações que, em qualquer outra situação, possam até considerar imorais. E o fato que a desobediência age como uma contra-força ao surgimento de um governo opressivo.

Os seres humanos têm forte tendência a obedecer àqueles em posições de poder. Sigmund Freud reconheceu a afirmação de que nunca devemos “subestimar o poder da necessidade de obedecer”. Como a maioria de nossas características definidoras, essa necessidade de obedecer, é em parte instintiva.

A maioria das pessoas é cúmplice de tirania devido ao medo. Embora isso seja verdade, o medo sozinho não pode explicar o fato de que muitas pessoas não reconhecem  a injustiça de seu próprio governo, mesmo quando estão vivendo sob tirania. 

Não é de surpreender, portanto, que tantas pessoas obedeçam inquestionavelmente aos comandos do governo, por mais opressivos ou tirânicos que se tornem, quando se consideram os vieses cognitivos e as tendências evoluídas do homem. 

Fontes e Imagens: Pensar contemporâneo

TEMOS DE PARAR DE TENTAR MUDAR OS OUTROS

Foto de Matheus Bertelli no Pexels

Infelizmente temos o poder de piorar os outros e não de mudá-los. Esta é uma realidade importante para melhorar as relações entre as pessoas que nós convivemos. Temos de parar com esta necessidade neurótica de tentar mudar as pessoas que convivemos.  Ninguém muda ninguém. 

Ao tentar mudar os outros usamos de estratégias, que na realidade pioram as pessoas. Exemplos: Falar alto ou mesmo gritar com as pessoas,  criticar excessivamente, passar sermões, entre outros.  Com estas atitudes estamos a asfixiar a liberdade e a criatividade das pessoas que estão ao seu redor. 

A ideia é contribuir para que as pessoas venham a mudar. Ser simpático, carismático e empático são as regras de ouro para estimular as pessoas a mudarem alguns dos seus comportamentos. Portanto, faça essa técnica de gestão da emoção para você construir relações encantadoras no ambiente em que está.

Por vivermos em uma sociedade que valoriza os super-heróis, negamos consciente ou inconscientemente nossa humanidade. Temos medo de assumir que somos mortais, falíveis, demasiadamente imperfeitos. 

A energia gasta pela necessidade neurótica de ser perfeito é caríssima, esmaga o prazer de viver.

Nas relações desiguais, o orgulho contagia o cérebro daquele que se considera superior, leva a  silenciar a voz do que está em posição inferior.  Quem usa a relação de poder para impor suas ideias não é digno do poder em que está investido.

Fontes e Imagens: Portal raízes

UMA GERAÇÃO PRESA AO CELULAR: “INFLUENCERS”

Foto de Liza Summer no Pexels

Hoje um seleto, mas crescente grupo de influenciadores digitais mirins, que mantêm canais no YouTube e perfis no Facebook e no Instagram, atraindo a atenção de milhares de seguidores e de empresas de merchandising.

No postagem do El País pude conhecer, Júlia, com apenas 11 anos, com seus 354.000 seguidores no Youtube e 80.000 no Instagram, isso com apenas um ano de atividade.

Nas redes ela dá dicas de maquiagem, posta brincadeiras e desafios com os irmãos e mostra sua rotina.

Algo parecido aconteceu com o goiano Ernani Coelho, de 11 anos. Ele começou a posar para a irmã fotógrafa. Quando postou a primeira foto no Instagram, em 2016, dormiu com 10 seguidores e acordou com 10.000. Hoje, são 38.000. O sucesso instantâneo rendeu-lhe o prêmio de Maior Influenciador Mirim naquele ano, além de trabalhos como modelo e contratos de marketing com grandes marcas de moda. 

Amanda Carvalho, paulistana de 13 anos, é a responsável por administrar o próprio canal no YouTube, Vida de Amy, e seu perfil no Instagram, somando mais de meio milhão de seguidores. Criou o canal em 2014 para mostrar os presentes e brinquedos que ganhava e logo passou a gravar vídeos sobre seus passeios em parques de diversão, viagens ao exterior e outros aspectos de sua rotina. 

A vida se tornou quantos likes você tem”, lamenta a especialista em psicologia infantil e redes sociais .

Fontes e Imagens: El Pais

INVEJA É UMA EMOÇÃO PERIGOSA

Foto de Cottonbro no Pexels

Desde os filósofos gregos antigos, que escreveram sobre a inveja, a Immanuel Kant, que descreveu a inveja como a “tendência a perceber com desprazer o bem dos outros”, passando por Aristóteles, Tomás de Aquino, Adam Smith, Schopenhauer ou Nietzsche, todos chegaram a uma conclusão semelhante: a inveja é um estado de espírito destrutivo e doente que prejudica não apenas o invejoso, mas aqueles a quem inveja. 

Hoje em dia os políticos buscam transformar a inveja que é um vício pessoal em virtude, a manipular a tendência humana à inveja, em um meio muito eficaz de ganhar poder e controle sobre populações desprevenidas. 

Um equívoco comum é confundir inveja com indignação. Aristóteles (Retórica), enfatiza a diferença entre os dois conceitos: “A pessoa indignada sente raiva da prosperidade daqueles que não a merecem e da inveja de todos.” ou “A indignação é sentida no bem-estar das pessoas más, enquanto a inveja é da felicidade das boas.”

As pessoas contemporâneas estão sujeitas a doses maciças de informações através das redes sociais, as pessoas podem ter opiniões sobre a felicidade daqueles que nunca conheceram ou grupos de pessoas às quais não pertencem; e, como resultado desses sentimentos, eles podem invejar. 

Arthur Schopenhauer descreve a inveja em relação às qualidades pessoais: “Dirigido contra as qualidades pessoais é o mais insaciável e venenoso, porque o invejoso fica sem esperança; é também o tipo mais baixo de inveja, pois odeia o que deveria amar e respeitar”.

Todas pessoas ressentidas pela inveja são fisiologicamente distorcidas e alimentam o verme da inveja em seu íntimo, em muitos casos não se contentando apenas em deturpar a imagem do seu invejado, mas planejando derrubá-lo e destituí-lo da posição vista e entendida como superior. Como disse Nietzsche: “É uma pena ser feliz! Há muita miséria!” 

Fontes e Imagens: Pensar contemporâneo

PROFESSORE(A)S DE HISTÓRIA SÃO DOUTRINADORES?

Fundamental entender que a histórias das sociedades, em todos os tempos, estão cheias de doutrinas.  Assim, não é possível conhecer uma sociedade do passado sem passar pelas doutrinas que a nortearam. Por isso que as aulas de História devem ensinar as diversas doutrinas que existem no mundo, com seus inúmeros sistemas de pensamento e formas de entender a realidade.

Faz parte do currículo escolar de História explicar aos alunos o que são “doutrinas”. Uma doutrina, a sociedade está cheio delas, consiste em um “conjunto coerente de ideias de um sistema filosófico, político, religioso ou econômico a serem transmitidas ou ensinadas” (conforme os dicionários da Língua Portuguesa). Cada doutrina, com o seu corpo de ideias, tem uma interpretação das coisas, seja no âmbito político, religioso, econômico entre outros. 

Aqueles que acusam os professores de história de doutrinação continuam acreditando, como alguns historiadores do século XIX, que é possível escrever a história como “ela realmente aconteceu”. Em outras palavras, acreditam que existe uma forma de ir ao passado e produzir sobre ele uma narrativa que seja puramente descritiva, sem qualquer tipo de mediação, sem qualquer interferência de natureza política ou ideológica, quase como um computador.

Isso simplesmente não existe. Hoje a “nova história” foi corrigir um enorme erro nas narrativas que eram ensinadas aos alunos e alunas no passado. Ela trouxe diálogo e múltiplos olhares para sala de aula, tornando o ensino de história muito mais interessante e próximo da realidade dos alunos. E, não há nada de doutrinação nisso.      

Fontes e Imagens: Café  história

NOSSA MEMÓRIA É FALSA

Foto de Deirtre Brennam no El Pais

Muitas vezes quando vou me lembrar de alguma coisa do meu passado, busco pela minha memória, não tenho realmente certeza do que aconteceu é verdadeiro ou falso, em parte ou até mesmo na sua totalidade. Lendo uma matéria no El País, aliás, um jornal que eu adoro, pude me sentir não tão órfão em meus sentimentos. No site conheci Veronica O’Keane, psiquiatra e professora do Trinity College, em Dublin, O’Keane, propõe que “as recordações humanas são algo muito vivo e são forjadas no momento presente”. E que “não são uma memória fixa que o cérebro se limita a conservar em seus arquivos para quando for necessário acessá-los”. 

Em seu livro El Bazar de la Memoria: Cómo Construimos los Recuerdos y Cómo los Recuerdos nos Construyen (Amazon.es €21,80)(1), sem tradução em português. Ela descreve com elegância pedagógica como o corpo é receptor das sensações, como as sensações criam a memória e como a memória define as pessoas.

Achei fascinante o fato dela usar de grandes obras da literatura mundial em seu livro para explicar o funcionamento do cérebro. Fala da importância dos autores, seres humanos altamente desenvolvidos, que dedicaram suas vidas a um processo de introspeção e alcançaram o fundo de sua própria consciência, pela via literária. Um dos exemplos incríveis é o dramaturgo Samuel Beckett, do teatro do absurdo, materializada na genial peça, “Esperando Godot” (Amazon.com.br – R $34,43). Capaz de criar um mundo em que não há âncoras, em que não há tempo, espaço e às vezes nem sequer há pessoas. 

  1. Em tempo: mais uma vergonha brasileira, falta cultura e conhecimento, este livro em capa comum na Anazom.com.br custa a bagatela de R$ 620,00 (Amazom.com.br) ou seja €100,97. e 500% de acréscimo. 

Fontes e imagens: El Pais

A SOLIDÃO É A GRANDE AMEAÇA

Estou deixando São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, depois de quase 3 meses convivendo com uma família, casal e uma filha adulta, de amigos. Pude relembrar da importância dos laços humanos, neste mundo online. Como bem fala, Zygmunt Bauman, sociólogo polonês dos Tempos líquidos, sobre “amizade”, conexões de verdade, frente a frente, corpo a corpo, olho no olho. Nesta mistura de mistura de bênção e maldição do mundo offline. Eu não tenho 10 amigos reais, o número de dedos das minhas mãos. 

Quero ter relações afetivas reais, de carne e ossos, pois me senti ameaçado pela solidão real, que não pode ser suprimida pelos meus 4.647 amigos do Facebook. Onde é fácil conectar e mais fácil ainda desconectar dos “amigos” e das relações.

Quero sentir o cheiro da minha parceira e dos meus amigos. Sei que o mundo real é bem mais traumático de se viver do que o virtual, vou ter de dar desculpas, que terei de me explicar, mesmo até mentir, não me sentir seguro.

Mas sem dúvida estas relações reais e não das relações do Facebook são uma bênção porque é realmente muito prazeroso ter uma parceira, um amigo, uma amiga em quem confiar e fazermos algo juntos. 

Fontes e Imagens: Pensar Contemporâneo