DESLOCAR TRANSPORTES INDIVIDUAIS

Foto de Maria Orlova da Pexels

Deslocar (2) é andar a pé, de patins, de patinete (trotinete), de bicicleta, de moto, de carro, de ônibus (autocarro), de avião e de barco.

No segundo grupo de atividades estão os meios de transporte. Eu criei dois subgrupos; individual (2.1) e coletivo(2.2). 

No individual quando me desloco sozinho, como a pé, de patinete, de patins, de bike, de moto (mototáxi) e de carro, que no meu caso é através do aplicativo da Uber. 

Não tenho mais carro a uns 6 anos, mas quero voltar a ter um bike elétrica assistida.

No coletivo gosto de viajar de ônibus, de aviao e o que mais gosto, de barco. Em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul (Brasil), viajei de barca até a cidade de Guaíba. Uma pena que este serviço foi desativado.

Não compensa financeiramente hoje em dia, ter um carro. Mas infelizmente com o nosso péssimo transporte coletivo, o carro torna-se a única opção de chegar a certos lugares. Principalmente quando temos crianças na família e trabalhos presenciais em lugares de difícil acesso pelo transporte público coletivo.

Por isso que temos de planejar muito bem onde vamos morar, trabalhar e fazer as nossas compras diárias e ter conhecimento das dificuldades desse lugar nos nosso deslocamentos diários.

Fontes e imagens: Carlos Pojo Rego, Pexels.

HERTZ ENCOMENDA 100 MIL CARROS ELÉTRICOS

A Hertz, locadora de veículos, como afirma o seu C Mark Fields, vai oferecer a maior frota de aluguel de veículos elétricos da América do Norte e uma das maiores do mundo. 

Encomendou até o final de 2022, 100 mil veículos Teslas e uma nova infraestrutura de carregamento de carros elétricos em todos os países que a Hertz opera. 

Está encomenda, representa mais de 20% da frota global da Hertz. Começando no início de novembro e expandindo até o final do ano, os clientes poderão alugar um Tesla Model 3 nos principais pontos dos Estados Unidos e cidades selecionadas na Europa. A Hertz também está instalando milhares de estações de carregamento nos dois continentes para suprir as necessidades dos clientes.

Fontes e imagens: Ciclovivo

O CARREGADOR MAIS RÁPIDO DO MUNDO

Fiquei muito feliz ao saber dessa novidade que diminui o tempo de recarga das baterias dos carros elétricos. A empresa de tecnologia suíça ABB, grande grupo ligado à energia com sede na Suíça, uma união da Asea (sueca) com a Brown Boveri, que eu trabalhei com ela no Brasil nos anos 70 e 80 no escritório do meu pai vendendo equipamento para as grandes hidrelétricas, como Itaipu (Paraná) e Tucuruí (Pará) entre outras. Anunciou este mês o lançamento do carregador de veículos elétricos mais rápido do mundo, o carregador veicular Terra 360 carrega a bateria para 100 km de autonomia em menos de 3 minutos de carga, além de carregar até quatro carros ao mesmo tempo.

O Terra 360 da ABB é ideal para estações de reabastecimento, postos urbanos de recarga, estacionamentos comerciais e carregamento de frotas de veículos. Com uma saída máxima de 360 kW, o carregador consegue fazer uma carga completa em qualquer veículo elétrico em 15 minutos e ocupa pouco espaço, ideal para ser instalado em lugares com pequeno espaço.

A aposta da ABB que busca aumentar suas vendas com o carregador rápido, a aproveitar o aumento nas vendas de carros elétricos, em 41% no ano de 2020 (Agência Internacional de Energia), e uma perspectiva de aumento de vendas  em 2021 em 140% maiores do que no mesmo período no ano passado de veículos com motores elétricos.

Ainda sem ter o seu preço divulgado, os carregadores de alta potência da ABB já estão sendo implantados no mundo inteiro através de parcerias da empresa com operadoras de recarga, como a Ionity e a Electrify America. A expectativa é que o Terra 360 esteja operando na Europa no final deste ano e, a partir de 2022, nos EUA, América Latina e algumas regiões da Ásia.

Fontes e imagens: ABB, Canaltech

O CARRO ELÉTRICO MAIS BARATO NO MUNDO

Quando penso em carro elétrico, vejo vários modelos bem interessantes, mas com preço ainda muito alto para a maioria dos mortais. Mas tudo indica que o governo da Rússia, apesar do lançamento ter passado por dificuldades e diversos atrasos no cronograma, vai lançar o modelo urbano Zetta que promete ser o carro elétrico “mais barato do mundo” e o seu lançamento deve ocorrer até o final do ano (2021).

Minha ideia de uso do carro elétrico é que seja urbano (pequenas distâncias) ou semiurbano (média distâncias) compartilhado por mais de um usuário, através de aplicativos em telemóvel (celular), cobrado pelo uso e para lugares que não existam transporte coletivo. Pois mesmo elétrico ainda é um transporte que polui mais do que o transporte coletivo.

O EV de três portas, o Zetta, será produzido a beira do Volga na fábrica a Togliatti do Grupo Renault, é um pequeno carro elétrico, que está a passar pelos testes finais e o seu valor de venda, será algo em torno de 550.000 rublos, o equivalente a € 6.500 (R$ 39.500). 

O Zetta conta com três metros de comprimento e tração dianteira que alcança a velocidade máxima de 120 km/h. O veículo para apenas dois ocupantes é equipado com uma fonte de energia de apenas 10 kWh, que promete autonomia de 180 quilômetros com uma única carga. Mais do suficiente para um carro urbano com viagens de pequenas e médias distâncias diárias.

Fontes e Imagens: Olhar digital

VIAJANDO DE BICICLETAS NOS COMBOIOS EM PORTUGAL

Um requisito, para mim, que é fundamental que o comboio (trem) dê para transportar a minha bicicleta e assim possamos chegar a um sítio (lugar) sem um carro.

Como em Portugal o transporte de bicicleta num comboio é permitido mas não é garantido, o que pode ser frustrante e causar surpresas desagradáveis. Pois existem várias regras, horários e diferentes serviços para que a sua companheira de duas seja autorizada a viajar.

O Lisboa Para Pessoas preparou um guia com informações para como levar a tua bicicleta contigo numa viagem da CP (Comboios de Portugal). O transporte de bicicletas comuns ou elétricas é sempre gratuito. As bicicletas de carga não estão autorizadas.

Existem, no entanto, um conjunto de horários em que o transporte de bicicletas não é permitido nos Regionais e InterRegionais. O transporte de bicicletas e trotinetes (patinetes) é gratuito e permitido todos os dias e em todos os horários, dos comboios urbanos de Lisboa, Porto e Coimbra em todas as linhas. É aconselhado o transporte das bicicletas nas carruagens (vagões) e locais identificados para o efeito.

Para os brasileiros usar um sistema de comboios tão bom como o de Portugal é um luxo que infelizmente não temos no Brasil, com as exceções dos metrôs urbanos e dos sofríveis trens nas periferias de algumas cidades brasileiras. Nada ligando, como em Portugal do norte ao sul do país. Triste Brasil.

Fontes e Imagens: Carlos Pojo Rego

AZZURRA: MINHA MOCHILA DE 50 LITROS

Foto de Carlos Pojo Rego

Como falei no última postagem, eu viajo com duas mochilas uma na frente (sobre o peito) com 30 litros e uma nas costas com 50 litros, ambas da marca Quechua compradas na Decathlon. Uso estas 2 mochilas para guardar e transportar meus 50 itens. Hoje vou falar um pouco sobre a mochila de 50 litros, que estive no site (sítio) de Decathlon e não achei mais o meu modelo que comprei há uns 3 anos.

Meu mochilão, o “azzurra” como eu o chamo, é utilizado somente para as minhas roupas e acessórios de vestir quando estou viajando. Está a faltar colocar aquelas cafonas pequenitas bandeiras bordadas, da minha pátria amada brasil, a de gaúcho (que cada ano que passa tenho mais certeza que é um outro país) e a minha “nova” pátria lusitana. E como bem diz Fernando Pessoa “ a minha pátria é a língua portuguesa”.  

A Azzurra tem três repartições, veja o que eu coloco em cada uma delas: Na grande, levo as camisetas, bermudas, calças e suéter. Num saquinho de tela pelo lado de fora, a capa de chuva da mochila. Para os menos informados mochilas também tem capa de chuva. Tellement charmant (que charme). Com acesso pelo lado de fora a azura tem duas repartições com zíper, numa coloco as cuecas, ceroulas (no inverno) e meias. Na outra levo os meus tênis.

Todas as roupas são dobradas ou melhor enroladas e presas com uma liguinha de borracha, aquela que antigamente, quando ainda se usava dinheiro, amarravam os montinhos de notas.

Apesar de maior ela é mais leve do que a mochila de 30 litros que tem todo o equipamento pesado de trabalho, como o notebook por exemplo. Quando estou numa cidade e faço passeios de curta duração, um bate e volta, ou 1 a 3 dias não leva a mochila grande, ela fica na casa em que estou morando no momento. 

Apesar de um certo preconceito com nós, os mochileiros, principalmente nas cidades metidas a de “charme” turísticos. As minhas duas companheiras inseparáveis são fiéis,  lindas e cheias de charme. 

Fontes e Imagens: Carlos Pojo Rego

AGORA TENHO CARTÃO PARA VIAJAR DE GRAÇA DE TREM, METRÔ E ÔNIBUS

Fazia muito tempo que não sentia assim, parecia meu primeiro filme proibido para 18 anos que eu entrei, com cara de 14, mas com minha identidade de maior de idade. Foi o máximo. Ontem (19/07/2021) fui pegar em Canoas, no balcão da Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A. (Trensurb), a minha carteira de Isenção no Sistema Integrado Metropolitano (SIM). 

Me senti novamente com 18 anos … Agora viajo de graça no trem (Porto Alegre a Novo Hamburgo), metrô e ônibus em Porto Alegre. Viva os meus 71 anos. Um direito dos cidadãos a partir dos 65 anos. Como estou morando em São Leopoldo, a 40 km de Porto Alegre ou POA como alguns gaúchos a chamam. Posso ir ao teatro, no cinema (que já está funcionando mesmo com a pandemia), uma exposição (Casa de Cultura Mario Quintana), comprar um livro raro nos ótimos livrarias e sebos (Martins Livreiro entre outros) e também dar uns passeios à pé ou de patinete ou trotinete (Portugal) elétrica de aluguel (FlipOn) na beira do Parque Urbano da Orla do Rio Guaíba e ver de perto ou melhor por fora o Gasómetro (fechado para reforma) e ver o famoso pôr do sol no Guaíba, tomando pelo menos 1 chope, mas de preferência 2 chopes, um para você e o outro para um amor.

Depois é só voltar para casa, sem antes passar no lindo Mercado Municipal de Porto Alegre (1869) se tiver tempo e dinheiro extra na carteira pode ir ao restaurante mais antigo do Rio Grande do Sul, onde ia almoçar com meu Avô Pojo ainda criança, o Restaurante Gambrinus, fundado em 1889. Sempre lembrando que o último metrô e trem partem de volta para casa às 23h20.

Uma boa viagem de volta para a minha casa …

Fontes e Imagens: Carlos Pojo Rego

ACABEI POR FICAR A MORAR EM SÃO LEOPOLDO

Sem nenhuma conotação pejorativa, “acabei por ficar a morar em São Leopoldo”, por vários motivos estou a morar agora nesta cidade. Sempre gostei de cidades pequenas, com menos de 10.000 habitantes, pois são tranquilas e no caso do sul do Brasil, bem organizadas. As dificuldades que tive para encontrar um lugar barato para morar, queria pagar em torno de 350 reais por mês por um quarto. Estive nas cidades de Picada Café e Morro Reuter, ambas na serra gaúcha e não consegui nenhum quarto.

Acredito que nos contatos que lá tive, senti uma certa desconfiança pelo fato de ser “de fora” e um certo preconceito com um jornalista (repórter fotográfico) sem emprego na cidade. Talvez se tivesse um emprego por aqui, seria mais fácil conseguir um alojamento.

Já em São Leopoldo (238.648 habitantes), apesar de ser uma de tamanho médio para o Brasil, eu tive a facilidade de ter amigos na cidade, acabei muito confortavelmente instalado na linda casa dos meus amigos Liane e Chico e da filha deles, Vitória. Esses amigos eu os conheci nas praias da Armação dos Búzios, no estado do Rio de Janeiro, a uns 30 e tantos anos atrás.

Devo ficar por aqui uns três meses, mas vou subir e descer a serra várias vezes para conhecer e aproveitar estas terras maravilhosas, que apesar de gaúcho, me apaixonei recentemente pelas suas lindas cores (quatro estações do ano), seus sabores e suas falas (com sotaque alemão e italiano).

A próxima cidade que gostaria de morar é Chuí (6.320 habitantes), o município brasileiro mais mais meridional do Brasil, no extremo sul do estado do Rio Grande do Sul. Faz fronteira com a cidade de Chuy, no Uruguai. Adoro o Uruguai, um lindo pequeno pais e onde vive, meu “heroi”, o ex-presidente José “Pepe” Mogica. Um ser humno muiti raro.

Sem dúvida, devo me preparar com mais informações e fazer alguns contatos com seus moradores, mesmo que virtuais, para comseguir um lugar para ficar com preço acessível. Principalmente para os “pobres” aposentados brasileiros pelo INSS. Para isso vou contar muito com o pai dos burros, o “velho” Google.

Tem uma frase no filme Hair (1979) do grande diretor, Miloš Forman, quando o pai fala para o filho que está indo a Nova York se alistar para a guerra do Vietnã – “Não se preocupe, só as pessoas espertas que devem se preocupar, pois Deus toma conta dos bobos”. Portanto, sem dúvida, não devo me preocupar …

Fontes e textos: Carlos Pojo Rego

MOBILIZE: FAMÍLIA DE VEÍCULOS ELÉTRICOS DA RENAULT

A família Mobilize com o conceito EZ-1 da Renault, tem três modelos,  Duo, Bento e Hippo, destinados aos serviços de compartilhamento e entregas urbanas.

A Mobilize é um braço da Renault que oferece serviços de mobilidade nas cidades através de veículos compartilhados e além disso tem foco na economia circular, trabalhando em como dar uma segunda vida às baterias, reciclá-las e desenvolver plataformas de última geração para o gerenciamento dessas novas demandas.

Mobilize DUO: um carro elétrico de passageiros de dois lugares para o serviço próprio de compartilhamento. Pode acomodar duas pessoas. A marca francesa anunciou que o modelo é até 95% reciclável.

Mobilize BENTO é uma variante de carga baseado no DUO e possui um compartimento de carga com volume de um metro cúbico.

Mobilize HIPPO é um pequeno veículo elétrico para entrega de mercadorias em áreas onde a circulação de veículos com motores a combustão é proibida, como em armazéns fechados ou em regiões centrais das cidades. O pequeno veículo elétrico pode transportar até três metros cúbicos de carga com peso de até 200 quilos.

Os veículos serão equipados com uma a quatro baterias com capacidade de 2,3 kWh a 9,2 kWh. 

Fontes e Imagens: Insideevs 

ALEMANHA ELEGE O TURISMO “SLOW TRAVEL”

A pandemia acelerou algumas mudanças no mundo, uma delas, sem dúvida foi no turismo, todos pedem ar livre, localidades afastadas das massas, alojamentos rurais, natureza. O Slow Travel veio para ficar.

A Alemanha pôs-se na dianteira e entrou de cabeça no slow travel. com turismo sustentável, o aprofundando na cultura local e o sentir-se bem (feel good). Que é como quem diz: em segurança. Com a perfeita consciência de que a promoção só trará frutos a prazo num destino que era o nono mundial (com quase 90 milhões de dormidas) antes da pandemia e que já tem a funcionar o passaporte digital que abre o caminho a quem tenha tido covid, esteja a totalmente vacinado ou apresente um teste negativo.

Não obstante, o país tem o trabalho feito para arrancar com a sustentabilidade. Porque, lembrou, sustentabilidade faz parte da vida dos alemães há anos.

A Alemanha propõe ao turista conhecer “sítios inesperados”, fora dos circuitos batidos mas carregados de cultura, tradição, gastronomia com  cerveja, claro, natureza intacta e propostas de atividades ao ar livre. Arquitetura preservada longe dos centros, arte de padaria medieval, porcelana artesanal, agricultura biológica, rios, lagos e praias. “Bem, um diferente tipo de praia.”

Um bom exemplo disso é uma aldeia totalmente biológica a Schmilka na Saxónia. Com um lindo moinho de 1665, que ainda produz farinha para a padaria local, as casas são em enxaimel, a gastronomia é com produtos locais e a cerveja é artesanal. 

A proposta agora é para desacelerar, e parece que veio para ficar, mesmo depois da pandemia.

Fontes e Imagens: Volta ao mundo