MEU QUARTO

Imagem de Carlos Pojo Rego

Estou em um quarto excelente, não estou a pagar nada, trata-se da morada do meu irmão dois anos mais moço. Os críticos de plantão, podem achar que isso é viver à custa dos outros, mas fui convidado para passarmos o Natal nós dois juntos e com parte da família dele. Cheguei dia 18 de dezembro, e vou partir no dia 2 de janeiro.

Do meu quarto tenho uma boa vista para uma espetacular mata atlântica, muito bem conservada, pelo fato que o condomínio ainda tem muitos lotes a construir e o dono que aqui mora, pretende não vendê-los tão cedo. A natureza agradece esse senhor.

A família com o passar dos anos tem para mim um peso cada vez maior, mesmo com os atritos “normais” de todas as famílias é sem dúvida um porto seguro onde passado e presente se misturam de uma forma temporariamente harmônica. Mas não deve-se exagerar duas semanas é o limite máximo, o ideal é uma semana, pois essa mistura do passado com o presente em um curto espaço de tempo se desestabiliza e torna-se um transtorno.

Uma boa maneira de garantir essa harmonia familiar era como sempre fazia meu tio avô Papo, de origem sueca, quando chegava algum hóspede da família ou amigo em sua casa, ele perguntava: Qual dia você vai embora? Quando respondia que ia ficar uma semana, acredito que ele pensava, está preservada a harmonia familiar.

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