boas lembranças

Imagem de Carlos Pojo Rego

As pontes sobre o rio das Almas, duas pênsil, uma meia ponte, que já deu o primeiro nome para Pirenópolis, Minas de Nossa Senhora do Rosário de Meia Ponte, e uma de concreto, elas são fortes símbolos, da tentativa dos homens de sobrepondo a natureza, a cultura local. Hoje podemos ver e sentir, outros exemplos desta prática, que de forma acelerada, a cidade e seus habitantes estão a sofrer nos últimos anos.

As muitas Almas escravas que no período da extração do ouro de aluvião, sem dúvida, ficaram no rio e ainda lá pairam, dão a Pirenópolis um toque melancólico à sua existência.

Deixo essa cidade, que vivi por décadas, com boas e nem tão boas lembranças de uma carreira acadêmica na Universidade Estadual de Goiás, da política, como secretário municipal de turismo e cultura, do título de cidadão pirenopolino, da construção de uma casa sustentável no centro histórico, da “Luiza”, minha bicicleta elétrica dobrável, de poucos mas fiéis amigos, de quatro amores, três consumados, de um casamento, de um divórcio. E de uma filha maravilhosa, Flora Lis. 

Apesar das lembranças passadas e de deixar um amor presente para trás, sinto-me pronto para novos momentos nas terras do além mar.

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