“OS POPULISTAS ESTÃO DO LADO SOMBRIO DA HISTÓRIA”

Steven Pinker, uma das grandes figuras da psicologia cognitiva e especialista no binômio mente-linguagem. Em seu novo livro, “Enlightnment Now” (Livraria Bertrand – €16,50 em inglês), volta a atacar os profissionais do apocalipse. Contra os irredutíveis que defendem que “o mundo está cada dia pior e só nós podemos salvá-lo”.

Seus livros, como “Tábula rasa” (Amazon.es – €30,40) e “Os anjos bons da nossa natureza” (Livraria Bertrand – €27,00), quebraram tantos moldes que muitos o veem como um visionário da filosofia do futuro.

Homem da ciência e do pensamento, professor em Harvard ajusta contas com os populistas e com os inimigos do progresso. E diz com todas as letras: “Os populistas se sentem inquietos diante dessa corrente gradual e inexorável que leva ao cosmopolitismo e à liberalização dos costumes”

O progresso não é uma questão subjetiva. E isso é simples de entender. A maioria das pessoas prefere viver do que morrer. Ter abundância do que a pobreza. Ter saúde do que ficar doente. Viver com segurança ao viver em perigo. Ter conhecimento a viver na ignorância. Viver numa sociedade com liberdade do que na tirania. Parker explica, “tudo isso pode ser medido e seu aumento ao longo do tempo é o que chamamos de progresso. Isso é o que precisa ser defendido”.

Nem a globalização nem os mercados empobreceram a nossa sociedade. A realidade é bem diferente. A pobreza extrema caiu 75% em 30 anos. Isso trouxe melhoria econômica, mas não mais liberdade. A liberdade econômica costuma ser acompanhada de outras formas de liberdade. 

O populismo tem uma forte base rural e uma mentalidade tribal, se estende por camadas menos cultas da sociedade. Sentem a hostilidade em relação às instituições, procuram um líder natural que expresse a pureza e a verdade da tribo. Custa aceitar a ideia democrática de que o governante é um guardião temporário do poder submetido a deveres e limitações.

Mas o mundo é cada vez mais urbano e educado. A geração de Trump e Bolsonaro, desaparecerá de fato, e os millennials, também conhecidos como geração Y, pouco amigos do populismo, tomarão o poder.

Há um hábito muito disseminado entre intelectuais e jornalistas que consiste em destacar apenas o negativo, em descrever o mundo como se estivesse sempre à beira da catástrofe. Mas a verdade é que muitas instituições, ainda que imperfeitas, resolvem problemas. Podem evitar guerras e reduzir a pobreza extrema. 

Fontes e Imagens: El País 

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